A CRVR, líder gaúcha em soluções sustentáveis para gestão de resíduos, iniciou neste mês de julho a construção da usina de produção de biometano a partir da decomposição de resíduos em sua unidade de São Leopoldo, no bairro Arroio da Manteiga.

Foto: Divulgação
A nova planta, junto ao aterro sanitário, havia sido anunciada em evento no Palácio Piratini, na capital, pelo diretor-presidente Leomyr Girondi da CRVR em outubro do ano passado, na presença do governador Eduardo Leite, entre outras autoridades.
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A usina de São Leopoldo será a terceira planta de biometano do País, sendo que a segunda, em Minas do Leão, também é da CRVR e deve ser inaugurada no mês de agosto. A usina de Minas do Leão já conta com investimento de R$ 150 milhões. A planta em São Leopoldo irá operar com tecnologia canadense, terá investimento de mais de R$ 100 milhões e irá gerar cerca de 80 empregos. A planta no bairro Arroio da Manteiga deve ser finalizada na metade do próximo ano.
Nesta semana, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou a aprovação do financiamento de R$ 76,4 milhões à Biometano São Leopoldo S.A. para construção da usina de produção de biometano. Segundo a instituição, o crédito corresponde a 80,1% do total a ser investido no empreendimento.
Capacidade
A usina de biometano em São Leopoldo, com a planta construída em uma área de um hectare e meio, terá capacidade de produzir cerca de 34 mil metros cúbicos de gás por dia a partir do resíduo. Isso equivale a 6,5 mil botijões de gás de cozinha de 13 quilos. Junto com a unidade de Minas do Leão serão 100 mil metros cúbicos/dia, o equivalente a 16.500 botijões. A produção da CRVR será vendida para distribuidoras. O biometano será principalmente usado pela indústria.
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A unidade da CRVR de São Leopoldo recebe diariamente 1,2 mil toneladas de resíduos de 51 municípios, entre eles, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Esteio, Portão, Capela de Santana, Estância Velha, Dois Irmãos, Ivoti, Nova Petrópolis, Gramado e Canela.
Girondi, no evento da capital, ressaltou que com a operação das duas usinas mais de 50% do resíduo do Estado irá gerar biometano, a partir do biogás dos aterros sanitários. “Uma energia limpa e do futuro”, ressaltou.