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Cuidado com o meio ambiente desde a primeira infância

Em parceria com o Comitesinos, escola de Sapiranga desenvolve projeto de educação ambiental com a criação de uma mini agrofloresta

Publicado em: 22/04/2026 às 20h:00 Última atualização: 23/04/2026 às 10h:25
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Preservar a natureza através de práticas sustentáveis é uma importante ação para proteger o meio ambiente. Em Sapiranga, os cuidados com a água, as plantas e o solo são ensinados desde a educação infantil. Por conta disso, a Escola Municipal de Educação Infantil Passinhos do Saber, no bairro São Luiz, foi pioneira no município ao receber a quinta etapa do projeto VerdeSinos, iniciativa do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos).

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Pequenos se envolvem ativamente em todas etapas do projeto, lançado em 2009 | abc+



Pequenos se envolvem ativamente em todas etapas do projeto, lançado em 2009

Foto: Ruan Nascimento/Especial

A iniciativa consistiu na implantação de uma mini agrofloresta no pátio da escola, com o objetivo de que o espaço contribua com o conceito de esponjosidade, que é reter a água da chuva no solo para evitar enchentes, ao mesmo tempo em que a terra passa a ser nutrida. De acordo com a secretária-executiva do Comitesinos e coordenadora-geral do projeto, Kely Boscato, a iniciativa foi lançada em 2009, com o objetivo de trazer melhoria na qualidade e infiltração da água que se encontra na bacia do Rio dos Sinos.

“Nesta quinta etapa, a gente visa trabalhar com o conceito de esponjosidade, que não se trata apenas de reter água na terra, mas também com o reaproveitamento de água através de solos e cisternas. Ou seja, o projeto nasce nessa necessidade de olhar para a bacia e ver o que ela está necessitando naquele momento”, explica. De acordo com Kely, as ações do projeto VerdeSinos atendem os 30 municípios da bacia.

Funcionamento de uma floresta é reproduzido

Quanto ao conceito de agrofloresta, o facilitador ambiental Joshua Klauck lembra que a ideia consiste em representar o funcionamento de uma floresta natural em um sistema produtivo de alimentos. Na escola de Sapiranga, a ideia foi trazer frutas, hortaliças e legumes para o consumo das crianças e dos professores. “Aqui a gente trouxe como um sistema de retenção de água da chuva. Então, além de produzir alimentos, aqui também é um sistema filtrador de água. Muito dessa água que percorre no solo da escola, em vez de empossar o pátio, as plantas que estão aqui vão proteger e filtrar a água no solo”, salienta.

Para a facilitadora ambiental Gabriela Corrêa, o projeto vai além dos cuidados com o meio ambiente, mas trata da possibilidade de ensinar lições multidisciplinares às crianças. “É algo que pode ser introduzido em vários conceitos educacionais dentro desse manejo, já que os alunos poderão regar as plantas, e nutrindo a terra. Além disso, podemos trabalhar até a parte de matemática, por exemplo, em calcular quantas mudinhas de plantas vão florescer em determinado espaço”, comenta.

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Projeto se insere na comunidade

A professora da turma participante do VerdeSinos, Eliana Fischborn, aponta que, quando os alimentos estiverem prontos para o consumo, os pequenos poderão levar para casa o que plantaram, cultivaram e colheram ao longo de meses. “É diferente dos pais irem lá no mercado um alface, um brócolis, e colocar no meio da mesa. Tem uma importância maior em fazer parte disso, um grande significado para eles”, frisa.

Na mini agrofloresta, foram plantadas espécies de hortaliças, temperos e espécies de árvores, que, no futuro, deverão ocupar toda a área de plantio com árvores frutíferas, além de espécies arbustivas. Do ato de plantio, iniciado neste mês de abril, até a semeadura, as crianças participaram ativamente das atividades.

Eliana completa que a grande surpresa é que o espaço não precisou ocupar uma grande área da escola para funcionar. “Basta um local onde dê para fazer o casamento de hortaliças e plantações com árvores nativas. Isso se alia ao fato de que não será usado agrotóxicos, em que uma planta vai complementando a outra”, destaca. Além disso, a professora lembra que a participação da equipe do Comitesinos no tratamento das plantas tem contribuído com a fase inicial do projeto na escola. “Eles estão nos dando um excelente trabalho de monitoria. Estamos aprendendo junto com as crianças”, completa.

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A diretora da escola, Gisele Ewerling, frisa que a escola já tem um “DNA” de contato com a natureza, o que facilitou para que o projeto fosse levado para a instituição. “Nós já temos outra horta dentro da escola. E esse projeto engajou toda a nossa equipe e os alunos. E isso traz grandes benefícios, principalmente por facilitar que as crianças tenham contato com a natureza”, destaca.

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