De entusiasta de itens antigos à proprietário de um antiquário com mais de 50 mil itens: assim começou a história do colecionador Paulo Eduardo Gayger, 54 anos, de Campo Bom.
Ele transformou um hobby em profissão e hoje participa de eventos como Brique da Estação e Expoclassic, em Novo Hamburgo, Colecionarte, em Igrejinha, e Mercado De Pulgas Brusque, em Santa Catarina.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
De hobby até profissão
Técnico em Turismo por formação, Paulo passou por um desafio na profissão durante a pandemia de 2020. Com o mercado do turismo em baixa, teve a ideia de comercializar as peças que colecionava por hobby há cerca de 10 anos, como garrafas, gibis e videogames dos anos 1980. “Comecei a vender para fazer dinheiro e isso virou um negócio. Vendia uma peça e comprava bem mais”, relembra.
As antiguidades passaram a ser encontradas pelo colecionador em eventos e nas casas e negócios de conhecidos, até que se expandiu e as pessoas passaram a fazer contato para vender.
Antes do antiquário existir, os artefatos ficavam na casa de Paulo, mas com o crescimento constante de achados históricos, passou a ficar em ambos os locais.
Peças raras e achados históricos
Entre os objetos diferenciados, Paulo apresenta uma caixa de ovos antiga. “Isso aqui eu vi somente em um museu, depois eu estava fazendo um garimpo em um lugar e encontrei a peça e comprei ela”, conta.
Um dos itens mais antigos, que Paulo expõe no antiquário somente para apreciação, é um quadro com cartaz de “procura-se”. “Segundo relato do dono, a imagem é a impressão original de 1892. A pessoa que trouxe foi para os Estados Unidos e trouxe no final do século XIX para o Brasil“, diz.
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Ainda entre os achados históricos, Paulo possui um porta carregador de metralhadora produzido para a Segunda Guerra Mundial e uma espada datada do século XIX. “Ela tem um trabalho em baixo relevo nos dois lados que é todo detalhado, e por dentro é todo em ouro 24 quilates, então não tem um valor estimado para essa peça ainda”, afirma.
Significado
Antes de pensar em vender, o apreço pelas antiguidades é o que conquista Paulo e o mantém na busca por novos itens. “Esse trabalho representa para mim o resgate e a memória. Eu me identifico com isso aqui, eu vivi isso aqui junto com os meus pais e meus avós, eu sempre gostei”, comenta.
Espaço
No espaço é possível adquirir latas, louças, eletrônicos, artefatos religiosos, livros, peças de decoração e muita antiguidade. O Âncora Antiquário é aberto para visitação no primeiro sábado de cada mês e os preços dos objetivos variam de R$1 a R$30 mil, a depender da categoria e história, mas tem peças sem valor estimado, expostas para apreciação.