abc+

LUTO

"Ela era uma menina diferente": Comunidade se despede da segunda vítima de atropelamento em Três Coroas

Tristeza e consternação marcaram o sepultamento de Fernanda Mikaella da Silva Barros, na tarde deste domingo

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 22/02/2026 às 16h:20 Última atualização: 22/02/2026 às 16h:22
Publicidade

A comunidade de Três Coroas ainda tenta assimilar a tragédia que deixou a cidade em luto após o atropelamento que vitimou fatalmente as amigas Fernanda Mikaella da Silva Barros e Clarissa Felippetti, a Sissa, logo nas primeiras horas de sábado (21). 

Publicidade

Depois de sepultar Sissa pela manhã, amigos de ambas se deslocaram até a capela mortuária do município para acompanhar a despedida de Fernanda, 35 anos. O sepultamento ocorreu às 16 horas deste domingo (22), no cemitério da comunidade Luterana, sob muita comoção e consternação sobre a partida precoce.

Fernanda Mikaella da Silva Barros morava em Três Coroas há cerca de 15 anos | abc+



Fernanda Mikaella da Silva Barros morava em Três Coroas há cerca de 15 anos

Foto: Reprodução/Redes sociais

LEIA TAMBÉM: “Não foi acidente, nós queremos justiça”: RS-115 será bloqueada em homenagem às ciclistas mortas em atropelamento

Fernanda morava em Três Coroas há cerca de 15 anos. Natural de Minas Gerais, veio morar em Três Coroas depois de conhecer o marido em uma feira calçadista no seu estado natal.

Quando chegou no município, começou a trabalhar na Werner Calçados, indústria onde ainda hoje seu marido, Isaque Weber é gerente de vendas.

Publicidade

Posteriormente, passou a atuar na área de marketing da Variettá Calçados, onde trabalhava há oito anos.

Em nota publicada nas redes sociais, os proprietários da Variettá lamentaram a perda. “Com seu jeito doce, seu sorriso sempre presente e sua disposição em ajudar, marcou a vida de todos que tiveram o privilégio de conviver com ela. Sua ausência será sentida diariamente em nossa rotina, nos corredores, nas conversas e em cada lembrança construída ao longo do tempo. Permanecerá em nossos corações o exemplo de pessoa e de profissional que ela foi”, diz o texto.

Antiga colega de trabalho, Elida Bertoldi, 52 anos, relembra os anos em que conviveu com Fernanda na Werner.

Publicidade

“Ela era uma menina diferente, simpática, simples e se relacionava com todos muito bem. Mesmo sendo do administrativo, saía pela fábrica para cumprimentar os colegas. Era carismática e estava sempre sorrindo”, recorda. Elida afirma que ainda custa a acreditar na partida trágica da amiga.

LEIA TAMBÉM: Massa de ar frio com “cara de outono” está a caminho: Veja quando as temperaturas caem

Publicidade

Familiares preferiram o silêncio

A mãe e outros familiares de Fernanda, que ainda residem em Minas Gerais, chegaram ao município no sábado para acompanhar a despedida.

O marido, que estava na Itália para participar de uma feira internacional do setor calçadista, recebeu a notícia às vésperas do início do evento e providenciou retorno imediato ao Brasil.

Ele chegou em Três Coroas por volta do meio-dia deste domingo e pôde participar do velório e do sepultamento.

Publicidade

Nenhum integrante da família quis falar com a imprensa.

Publicidade