Poucos dias antes do Natal, os Bombeiros Voluntários de Três Coroas tiveram uma experiência e tanto. Mateus Pedrotti, de 24 anos, e Marcos Drehmer dos Santos, de 34, auxiliaram, no domingo (21), no nascimento do pequeno Lucas, que veio ao mundo com 33 semanas e seis dias de gestação.

Foto: Divulgação
Segundo Marcos, ocorrências como essa são comuns para a unidade, uma vez que o município não possui Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “A gente estava atendendo uma mulher que havia caído em via pública, ela estava com hálito etílico e assinou o termo de recusa. Então caiu via rádio para nós o chamado da moça que estava com contrações no bairro Pinheirinho”, conta.
“Em questão de dois minutos, o pessoal do quartel ligou novamente para nós dizendo que precisava de brevidade porque ela estava com perda de líquido. Estávamos no outro lado da cidade, a uns 5, 6 quilômetros de distância”, continua, descrevendo que a bolsa da gestante havia se rompido.
Nascimento às pressas
Marcos Drehmer relata que o menino Lucas não demorou a nascer. “Quando chegamos no local, a mãe estava sentada no carro da família, no banco da frente. Fizemos a avaliação e ela estava com muita hemorragia e o bebê estava croando, então em questão de segundos ele nasceu”, descreve.
“A mãe segurou em seus braços, a gente fez toda a avaliação ali, tem protocolos que tivemos que seguir. Colocamos ela na maca para colocá-la na ambulância e dentro da viatura fizemos o restante dos procedimentos, clampeamos o cordão umbilical da criança, que são quatro a cinco dedos de distância do umbigo, não fizemos o da mãe”, continua.
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Drehmer acrescenta que a prematuridade preocupou a equipe. “Pode haver algumas decorrências da prematuridade, como má formação de alguns órgãos, então a gente foi até o local, o doutor fez o resto do procedimento. Ele pinçou o cordão umbilical perto da mãe, fez o corte em questão de a placenta não ter se expelido.”
“Não tem dinheiro que pague a sensação”
Marcos Drehmer, que já atendeu outros quatro trabalhos de parto, comenta que a emoção gerada no atendimento é a melhor possível. “Não tem dinheiro que pague a sensação de a gente contribuir com o parto, auxiliando. É sensacional demais.”
Por sua vez, Mateus teve a sua primeira experiência. “É um pouco constrangedor. Mesmo tendo o conhecimento, gera um pouco de medo, mas a sensação é de dever cumprido.”