Localizada em um território originalmente quilombola, a Emeb Conde D’Eu, em Lomba Grande, desenvolveu um trabalho intenso de antirracismo e de consciência negra. Integrando o rol de escolas sementeiras da rede municipal de Novo Hamburgo, a instituição trabalhou, ao longo de todo o ano, a história dos povos originários e o respeito às diferenças.

Foto: Francine Silva/GES-Especial
E, em novembro, a comunidade escolar foi convidada a experimentar o cotidiano da Educação para as Relações Étnico-Raciais desenvolvido na instituição. Tanto é que, em um dia, os alunos (e famílias) foram convidados a iremr de turbante para a sala de aula. “Foi uma atividade muito bacana, todas as famílias compraram a ideia”, contou a diretora Quetlin Ferreira, ao explicar que, para os povos africanos, o turbante é visto como uma coroa, quanto maior mais importante.
Além disso, os alunos foram convidados a se olharem no espelho e perceberem as nuances do seu tom de pele, observando que cada pessoa tem uma cor diferente. “Isso é importante para eles perceberem que não existe uma cor específica de pele, mas que cada um tem a sua cor e todas têm o mesmo valor”, frisa a coordenadora pedagógica Marina Silva.

Foto: Francine Silva/GES-Especial

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