Balões e roupas lilases, músicas de artistas femininas e frases como “violência nunca mais”, “vivas e livres”, “nenhuma a menos”, “respeito salva todas” e “basta de feminicídio” deram início às celebrações pelo Dia Internacional da Mulher em Sapiranga, neste sábado (7).

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
A caminhada promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Sapiranga reuniu entidades como o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), a Polícia Civil com a Sala das Margaridas, a Brigada Militar com a Patrulha Maria da Penha, e a comunidade em geral.
No trajeto de 1,2 quilômetro, a presidente da OAB de Sapiranga, Aline Fernandes, entoou mensagens de conscientização e valorização à mulher. Ela explica que o objetivo da ação é dar visibilidade à pauta da luta contra a violência de gênero. “Todos que estão aqui estão unidos e atentos, e as mulheres precisam sentir que os setores que trabalham com prevenção, combate e acolhimento estão a disposição”, afirma.
De acordo com a coordenadora do Cram, Kelly da Rosa, o contexto atual não é só de comemoração, mas principalmente de conscientização. “Temos uma equipe, psicóloga, assistente social, advogado, e vamos estar sempre prontos para atender as mulheres”, relata.
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O delegado de Polícia de Sapiranga, Clovis Nei da Silva, ressalta que é um dia importante para a prevenção à violência doméstica ser abordada. “O nosso trabalho da Polícia Civil é reprimir os crimes de violência doméstica e a Sala das Margaridas é um mecanismo que nós temos, onde são acolhidas as mulheres vítimas de violência, são ouvidas, encaminhadas aos serviços oferecidos e a gente procura dar uma resposta a criminalidade, que é hoje é uma epidemia que assola muito a sociedade”, informa.
A Brigada Militar foi representada pela 2ª Sargento Graziela e 2ª Sargento Maicá. Segundo Graziela, nos últimos seis meses foram efetuadas 568 visitas na Patrulha Maria da Penha nos cinco municípios de atendimento: Sapiranga, Campo Bom, Estância Velha, Nova Hartz e Araricá. “Nos últimos seis meses foram cadastradas 235 vítimas novas nos programas da Patrulha Maria da Penha do 32º BPM”, esclarece.
Integrantes da comunidade sapiranguense também optaram por somar a esta corrente de valorização da mulher. É o caso da funcionária pública Maria Marta Zineli, de 71 anos. “O que me motivou é que nós vivemos um período bem crítico no País, de violência contra a mulher, então nós temos que chamar todas as pessoas para fazer a defesa dos direitos das mulheres”, declara.