Uma introdução ao mundo da robótica e das ciências foi oportunizada a usuários da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São Leopoldo, em uma ação especial realizada nesta terça-feira (30). Por meio do projeto Explorando a Steam, alunos da equipe de robótica do Colégio Marista Pio XII, de Novo Hamburgo, levaram tecnologia e aprendizagem de forma lúdica a turmas da entidade.
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Professor e técnico da equipe do Pio XII, Leonardo Rodrigues explicou que, na instituição, a robótica é oferecida desde a Educação Infantil até os anos finais de ensino médio, e que a equipe faz parte de duas competições internacionais da First. No laboratório da escola e integrado ao programa First Tech Challenge (FTC), foi que nasce o Explorando a Steam.
“Ele era feito antes com escolas públicas, mas a gente quis sair um pouco do viés que já estávamos seguindo, para pegar um novo rumo. Então, trouxemos isso para dentro da área mais inclusiva. Iniciamos com a Apae de São Leopoldo, que foi a primeira que abriu as portas, mas a gente está indo além disso: vamos iniciar nas Apaes, depois vamos em comunidades periféricas e também em comunidades indígenas e quilombolas”, destacou.
“O objetivo principal é a gente sair do nosso laboratório, do que a gente faz, e levar tecnologia além”, disse o professor.
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Metodologia
“Esse projeto é muito importante, porque ajuda a levar o nosso mundo, coisas que vivenciamos todos os dias, a pessoas que nem sempre têm tanto acesso ou tanto conhecimento sobre. Ficamos muito felizes em fazer, porque a gente sabe que pra muitos é futuro e tem fundamento, porque pode evoluir e alavancar uma ideia de carreira”, acrescentou a capitã da equipe, Gabriela Delazari, 13 anos, que estuda no 8º ano do Pio XII.
“O projeto é basicamente a gente trazer cada uma das áreas da Steam – metodologia que utilizamos dentro da First –, que é a junção das Ciências, com a Tecnologia e Engenharia, Artes e Matemática. Então, a gente faz uma atividade de cada uma delas para conseguir situar tudo da robótica para eles”, complementou a jovem.
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Iniciativas que visam inclusão
Coordenadora pedagógica da Apae São Leopoldo, Lucimar Lopes Pedroso exaltou a iniciativa levada aos atendidos pela Apae. “Nós trabalhamos um currículo funcional com eles, um currículo que prepara eles para a vida, para atividades da vida diária, para o mercado de trabalho. E ter esse contato com a tecnologia de uma forma mais pedagógica, mais lúdica e de forma concreto, para eles é muito importante”, comentou. “A nossa Apae está de portas abertas para todas as boas iniciativas que visem a inclusão”.
O professor Leonardo explica que a intenção é apresentar o projeto em campeonato de robótica que ocorre em novembro e dá vaga para o nacional da modalidade. “A gente quer levar isso para a seletiva, para que as outras equipes também possam ver e ficar quem sabe motivá-los a fazer também.”
A equipe de robótica FTC do Pio XII conta com 15 integrantes, de 12 a 14 anos.