“A leitura abre caminhos e nos torna pessoas melhores”. É com este pensamento que a escritora, compositora e cantora Nana Bernardes baliza sua carreira e seu trabalho como presidente da Academia de Letras dos Municípios do Rio Grande do Sul (Almurs), onde já tinha uma cadeira desde 2023.

Foto: Arquivo pessoal
Empossada no dia 26 de junho, Nana reforça o papel da academia no impulsionamento de seus mais de 100 escritores ativos. A entidade cultural sem fins lucrativos atua como uma rede de reconhecimento da literatura local e regional, além de funcionar também como uma ponte entre literatura e comunidade através de eventos, homenagens e ações de divulgação da escrita.
“A Almurs existe há 39 anos e vem desenvolvendo um belo trabalho na área da Literatura, com acadêmicos de todas as regiões do Estado. Eu pretendo dar continuidade ao trabalho de qualidade que as diretorias vêm desenvolvendo nestes anos, com foco na união dos escritores, na busca de recursos para nossos eventos, na promoção da leitura e difusão do trabalho literário dos acadêmicos.”
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Escritora desde 2019, Nana é autora de sete obras publicadas, quatro delas voltadas ao público infantil, com histórias sobre fantasia e amizade, dois focados em crônicas e um de aventura infantojuvenill.
Na temática infantil, a escritora publicou O coral dos animais e outras histórias (2019), Bruno e Anita em: um código de amizade (2021), O paraíso das palavras e outras histórias (2023) e, ainda, The animal choir and other stories, uma versão em inglês de O coral dos animais e outras histórias, lançada neste ano.
Para o público infantojuvenil, a autora publicou A pedra pulsante, em 2025. Já no formato de crônicas e mensagens, Nana Bernardes publicou A trilha sonora de nossas vidas (2019) e O tempo é hoje porque a vida breve (2024).
Incentivando a literatura
Formada em Magistério, Letras, pós-graduada em Gestão Escolar e graduanda em Direito, Nada Bernardes também é compositora e realiza projetos de música e leitura com pessoas de todas as idades.
“A minha maior motivação é poder incentivar as crianças e adolescentes a conhecer o mundo das artes, em especial, da literatura. É um caminho para expressar sentimentos e entender melhor o mundo”, comenta.
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“Precisamos ser exemplo para a geração que está vindo aí e, certamente, a leitura abre caminhos e nos torna pessoas melhores”, continua.
A autora acredita na democratização do acesso à Academia como um meio de incentivar ainda mais o contato com a literatura entre todos os públicos.
“A Academia pode ser mais acessível promovendo o encontro de escritores, acadêmicos ou não, organizando saraus literários, estando presente nas feiras do livro do Estado, visitando escolas e difundindo o fazer literário.”