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Estudo de caso

Estudante de Taquara recebe premiação da Anatel no DF com artigo sobre inclusão digital

Júlia Caroline Maia de Farias conquistou o terceiro lugar do Prêmio Mérito Rondon

Publicado em: 06/11/2025 às 10h:57 Última atualização: 06/11/2025 às 12h:22
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Não faltou dedicação e esforço para a jovem estudante Júlia Caroline Maia de Farias, de 20 anos, que trouxe para o Vale do Paranhana o terceiro lugar do Prêmio Mérito Rondon, promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A moradora de Taquara recebeu a premiação durante uma cerimônia especial na última terça-feira (4), em Brasília.

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Júlia recebendo a premiação durante a cerimônia nacional em Brasília nesta terça-feira | abc+



Júlia recebendo a premiação durante a cerimônia nacional em Brasília nesta terça-feira

Foto: Anatel/Divulgação

O artigo que levou Júlia a ganhar esse prêmio foi intitulado “Inclusão digital e aprendizagem significativa: revisão sistemática e estudo de caso da plataforma Cronos no ensino de Ciências Humanas”, e teve como embrião o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que ela desenvolveu para o curso técnico de Informática da Escola Técnica Monteiro Lobato (Cimol), de Taquara. Por meio da vivência da estudante, o objetivo da pesquisa foi facilitar os métodos de aprendizagem por meio da educação digital.

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“Como estudante pré-vestibulando, por vários momentos eu precisei ter diversas abas com sites diferentes para conseguir ter um estudo eficiente e dinâmico. A partir disso, eu desenvolvi uma ferramenta que facilitasse o acesso a conteúdos e métodos ativos de estudos em um só local, com o objetivo de disponibilizar uma plataforma inclusiva”, explica.

Enquanto a Júlia desenvolvia o projeto, um amigo mandou o edital do Prêmio Rondon e citou que o projeto dela poderia se encaixar. “Foi nesse momento que comecei a escrever um artigo utilizando a mesma base de criação do Cronos e complementando a pesquisa para um melhor enquadramento na temática do prêmio”, relembra.

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Rotina intensa e de prêmios nos últimos meses

Para chegar à conclusão do trabalho, a estudante explica que utilizou na sua metodologia uma revisão sistemática da literatura para entender as desigualdades que haviam no processo de aprendizagem. “Analisei publicações entre 2020 e 2025 que tratam de inteligência artificial, telecomunicações e metodologias ativas aplicadas à educação. Já o estudo de caso envolveu o desenvolvimento e a aplicação da plataforma Cronos, criada para apoiar estudantes do Ensino Médio em Ciências Humanas, com foco na preparação para o Enem”, explicou a estudante.

“Durante os testes, os resultados foram promissores e foi neste momento que pude identificar a melhora dos estudantes com o uso da plataforma e como o serviço das telecomunicações é importante.” A rotina de Júlia nos últimos meses foi intensa e premiada. Em setembro, enquanto finalizava os últimos detalhes do artigo, ela também precisou alinhar o projeto que apresentou durante a Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic), em Joinville, Santa Catarina. “Ganhei destaque na categoria Incentivo à Leitura. Inclusive enviei o artigo no dia que cheguei em Joinville.”

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O pai orientou e acompanhou tudo de perto

O orientador de Júlia no TCC do curso técnico, bem como na pesquisa é o pai dela. Isso mesmo, Cândido Luciano de Farias, pai da estudante e coordenador do curso Técnico em Informática do Cimol seguiu tudo bem de perto. Segundo a estudante, essa parceria paterna se torna uma inspiração. “Em relação a ter sido orientada pelo meu pai, acho que influencia bastante no quesito de apoio e inspiração, até porque ele também está escrevendo o artigo do mestrado dele, que por curiosidade segue a linha de tecnologia na educação. Porém, no caso dele o foco é mais sobre o uso de jogos no ensino de Programação”, conta.

Júlia ainda destaca que há uma dinâmica entre ela e o pai, em que eles trocam dicas sobre suas pesquisas. “Além da mentoria, há essa troca de informações. Ter o pai como professor e, além de tudo coordenador do curso, traz, sim, uma certa pressão, mas também é um incentivo a dar o meu melhor nos projetos. Inclusive, quando descobri sobre o Prêmio Mérito Rondon, convidei ele para criar um projeto comigo, mas infelizmente as demandas dele e o tempo mais reduzido não permitiram”, conta.

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Ela ainda conta que a experiência de participar do certame foi diferente, especialmente pela adrenalina que viveu nesses últimos dias. “Foi algo diferente, porque tudo passou tão rápido. Quando eu submeti o artigo não imaginava que chegaria tão longe com essa pesquisa, ainda mais se tratando da minha primeira participação em algo dessa dimensão. E agora na premiação aqui em Brasília, antes de chamarem meu nome no palco para receber o certificado, fiquei suando frio, que até meu telefone parecia escorregar da minha mão”, finaliza.

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