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ARTE URBANA

Evento de grafite em Sapiranga reúne artistas do Brasil, do Chile e da Venezuela

10ª edição do South Kings promove pintura do Viaduto Santa Fé, na RS-239

Publicado em: 25/10/2025 às 18h:23 Última atualização: 25/10/2025 às 18h:23
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O Viaduto Santa Fé, na RS-239, ganha novas cores com a 10ª edição do South Kings, que ocorre em Sapiranga durante este sábado (25) e domingo (26). A ação reúne cerca de 50 grafiteiros do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, além de artistas de países como Venezuela e Austrália.

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A pedagoga Muriel tem o grafite como parte da sua vida há mais de sete anos e participou do South Rings, que reúne mais de 50 grafiteiros na pintura do Viaduto Santa Fé em Sapiranga | abc+



A pedagoga Muriel tem o grafite como parte da sua vida há mais de sete anos e participou do South Rings, que reúne mais de 50 grafiteiros na pintura do Viaduto Santa Fé em Sapiranga

Foto: Amanda Krohn/GES-Especial

O objetivo é valorizar a arte urbana e transformar espaços públicos, como a pista de skate do Parque do Imigrante, que será renovada a partir do dia 29 de outubro.

Coordenado pelo artista de Sapiranga Fernando Muller, popularmente conhecido como Fernandinho, o South Kings conta com apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Desporto.

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“Eu pinto desde 2002 e este evento ocorre desde 2007. Ele tem um grande papel de quebrar barreiras, preconceitos e mostrar que a gente está resistindo, que gente está vivo”, comenta Fernandinho.

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“A cada ano que a gente faz esse evento a gente vê que mais pessoas, desde crianças até jovens, se identificam e pedem mais espaços para fazerem parte dessa cultura que a gente faz”, conclui.

“Cultura de manifesto”

O grafiteiro Angel Gabriel Lucena Gonzales, de 32 anos, é morador de Bento Gonçalves e natural da Venezuela. Atualmente, o grafite é sua principal fonte de sustento.

“Lá na Venezuela, em 2008, tive meu primeiro contato com o grafite. Eu era bem jovem e só traçava num caderno, tinha minha referência na rua e bastante contato com alguns grafiteiros que me ensinaram cada elemento, como funcionava, as ferramentas…”, relata.

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Há cerca de sete anos, Angel sentiu a necessidade de mudar-se para o Brasil devido à crise econômica em seu país.

“Antes de viver de grafite eu tive que atuar em empregos de carteira assinada, até porque isso dá credibilidade financeira para conseguir um financiamento imobiliário. Mas com o tempo abri um Mei e comecei a trabalhar com pinturas de lojas, salões e diversos outros estabelecimentos.”

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Já a gaúcha Muriel Jaci da Silva, de 26 anos e moradora do bairro Jardim América, em Caxias do Sul, trabalha como pedagoga e grafiteira.

“Já faz oito anos que trabalho com isso, desde que teve um evento de grafite no meu bairro. Quando eu era criança as cores me chamaram muito a atenção e eu pensei: “eu quero fazer isso”, afirma.

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“O grafite hoje se apresenta como uma cultura de manifesto para mim. Quando eu preciso expressar algo e não consigo em palavras, eu pinto. É como se eu tirasse um peso de mim”, continua.

Na visão de Muriel, eventos como esse convidam a comunidade à reflexão. “Desafia a galera a olhar a arte urbana de outra perspectiva, tirando preconceitos que eles têm com a arte e com o artista também.”

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Pintura da Pista de Skate

Fernandinho informa que os grafiteiros interessados na ação de pintura da Pista de Skate do Parque do Imigrante podem entrar em contato com ele pelo Whatsapp (51) 99910-7348.

“No próximo sábado e domingo vai ser pintada toda a pista de skate do Parque do Imigrante, todas as partes laterais da pista e o pessoal pode entrar em contato até a próxima quinta-feira (30), que a gente está fazendo a seleção dos artistas.”

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