Mão do deserto do Chile, deserto do Atacama, Garganta del Diablo, Andes… Estes são alguns dos cenários da expedição que um grupo de nove motociclistas está realizando pela América do Sul.
A turma, que saiu no dia 18, viaja pela Argentina, Chile e Uruguai durante a viagem que deve durar até o dia 31. Os viajantes são Willian Roni, Wellington Roni, Roni Castro, Taina Kolling, Angelo Cesar, Luiz Bohrer, Leonardo Fritzen, Vanderlei e Geovane.

Foto: Acervo pessoal
Há integrantes moradores de Novo Hamburgo, Esteio, São Leopoldo, Campo Bom, Tramandaí, Imbé e São Francisco de Paula.
O técnico de máquinas elétricas William Roni Batista Castro, de 29 anos, morador do Centro de Esteio, comenta que viagens como essa são uma tradição que vem de berço. “É uma paixão que vem de família. Eu, meu irmão, meu pai e meu tio gostamos de viajar de moto, sempre realizamos roteiros no estado do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Por exemplo, Chuí, Serra do Rio do Rastro, Corvo Branco, Minas de Camaquã, Viaduto 13, entre outros”, afirma.
“No início do ano passado foi realizada a primeira expedição para a Patagônia. Já neste ano decidimos fazer a Expedição Atacama, com foco em passar pelo Pacífico, conhecer a região do deserto do Chile, deserto do Atacama, passar pelos Andes e Caracoles, e, claro, pegar todos os pontos turísticos no caminho”, continua.
Longa preparação
William conta que, embora a expedição tenha tido início no dia 18 de outubro, o grupo precisou se organizar desde o início do ano. “Estamos nos preparando desde janeiro, para juntar os equipamentos, fazer a manutenção das motos e criar o roteiro. Nosso ponto de partida foi num posto de combustíveis em Eldorado do Sul”, relata.
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“Saímos com fortes chuvas, depois melhorou. É um roteiro bem desafiador, devido a situações climáticas extremas de 42°C a possíveis -5°C, e passagem por estradas desertas. Por isso, fizemos compras de punhos aquecidos para motos, roupas, luvas, botas preparadas para chuvas e frios, protetores, utilização de GPS, itens de multimídia para registro…”, continua.
O viajante ainda descreve como são realizadas as paradas no caminho. “É tudo acampando em camping ou em postos, algumas noites em hostel e hotel. Rodamos por dia em torno de uns 600 a 800 quilômetros, acordando às 5h e rodando até 18h ou 19h.”