O universo da arte contemporânea campeira está em destaque na Expointer 2025 com a exposição Estância da Arte, localizada no pavilhão internacional do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
A mostra, que segue aberta ao público até o próximo domingo (7), traz ao público pinturas, esculturas e desenhos de artistas de todo o Rio Grande do Sul, além de um convidado da Argentina, reforçando a ideia de que a temática campeira e pampeana não conhece fronteiras.
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Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
O diferencial desta edição está na curadoria assinada pelo artista plástico de Novo Hamburgo, Marciano Schmitz, que traz a experiência de anos trabalhando com pintura, escultura e desenho para organizar a mostra.
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Nesta quinta-feira (4), Schmitz explicou que a Estância da Arte está em sua quinta edição, com interrupção apenas durante a pandemia, e tem como objetivo descobrir e apresentar artistas que retratam a vida no campo e a cultura rural.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
“Cada edição são convidados de cinco a sete artistas de diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Este ano, também temos um artista argentino, porque o Pampa não tem fronteiras”, destaca. Segundo ele, o projeto privilegia o artista como um cronista da realidade, que narra através da pintura e da escultura sua vivência com a temática campeira.
A diversidade de estilos é outro destaque da mostra. Além das pinturas, que constituem a base da exposição, os visitantes podem conferir esculturas de artistas consagrados, como Derly Vieira da Silva, popular Chapéu Preto, e Sergio Coirolo, além de trabalhos em estilo expressionista e até cartoons, como os do artista Santiago.
Entre os temas retratados estão a vida no campo, a lida rural e a presença da mulher na atividade campeira, explorada pela artista Márcia Bastos. Técnicas variadas, como pintura acrílica e uso de espátula, reforçam a riqueza estética da exposição.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Curador afirma que zona rural de Novo Hamburgo é inspiração para suas artes
Nascido e criado em Novo Hamburgo, na Rua 5 de Abril, Schmitz recorda as experiências de infância no bairro Lomba Grande, mais precisamente na localidade do Morro dos Bois, que influenciam grande parte de sua obra.
“Quem conhece bem a Lomba [Grande] vai identificar um ou outro trabalho, um pedacinho do local em minhas crônicas visuais”, explica. Além de sua produção ligada à vida rural, Schmitz também trabalha com pintura sacra, incluindo murais na Catedral São Luiz Gonzaga, de Novo Hamburgo, junto ao mestre Locatelli.
A cobertura do Grupo Sinos na Expointer tem a apresentação de Banrisul e Sulgás; apoio institucional do Conselho Regional dos Técnicos do Rio Grande do Sul; e apoio de Assembleia Legislativa, BRDE, Casa Azul, Doces Bela Vista, Fatbull, Geração Energia, Grupo Troca, Lotus Incorporadora, IFashion Outlet Novo Hamburgo, Jardim do Éden Paisagismo, Office Shop, Unimed Vale do Sinos e Viva Pet Unimed.