Uma cena tem chamado atenção de moradores de Gramado e Canela nesta quarta-feira (15). Um avião sobrevoa a região, entre idas e voltas. O fato, na verdade, ocorre desde a terça-feira (14), com a participação da Força Aérea Brasileira (FAB). A ação integra um processo de homologação da pista do aeroporto de Canela, por parte da Agência Nacional de Avião Civil (Anac), que precisa realizar diversos testes e conferência de equipamentos.
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Foto: Divulgação
A Infraero assumiu há pouco menos de um ano a outorga e passou a operar o aeroporto. Foram mais de R$ 8 milhões investidos, como implantação de nova sinalização, recapeamento, a ampliação da largura da pista – que passou de 18 para 30 metros (mesma de Caxias do Sul) – e aumento da pista de 1.200 para 1.360 metros.
Em entrevista na manhã desta quarta, o empresário José Ernesto Marino, um dos sócios-gestores do Kempinski Laje de Pedra e um dos responsáveis pelo movimento de crescimento do aeródromo, revelou que as melhorias prosseguem. “Já encomendaram a estação meteorológica e estão trabalhando no balizamento noturno, para que possam descer à noite. Hoje o aeroporto funciona até 18 horas”, explica.
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“Mas nada disso vale, na prática, se não tiver o reconhecimento formal desses investimentos. Há vários meses a Anac estava pendente de fazer os testes de aproximação, para poder gerar a homologação da pista. Ontem, finalmente, recebemos o avião da FAB, que fez todos os percursos possíveis e imagináveis de aproximações, para poder fazer a homologação da pista. Agora é uma questão de dias”, revela.
“O próximo passo será as companhias aéreas terem essa informação e trabalhar com a dimensão que está a pista. Basicamente, quem poderá, companhias que tem ATRs, com 72 lugares, e equipamentos menores que esses”, justifica.
Porém, Marino revela uma descoberta importante, que poderá mudar o cenário de pousos e decolagens. “O que descobrimos é o seguinte, é possível ampliar a pista em mais 150 metros, dentro do sítio aeroportuário que já existe. Se a gente ampliar, irá para 1.510 metros e aí o novo avião da Embraer que a Latam comprou 23 pode descer aqui”, conta.