Ocorreu nesta tarde de domingo (23), em Portão, a despedida a Delmar Winck, 95 anos, falecido neste fim de semana, marido de Beatriz Winck, desaparecida em 21 de outubro de 2012, aos 76 anos, durante uma excursão ao Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida, interior de São Paulo. O caso, que completou já 13 anos, se tornou um grande mistério devido à total falta de pistas sobre o sumiço de dona Beatriz.

Foto: Arquivo/GES
Delmar Winck faleceu no sábado (22), e foi cremado nesta tarde de domingo (23) após velório no Complexo Velatório Caridade, em Portão. Ele tinha completado seus 95 anos no início deste mês – ele é nascido em 7 de novembro de 1930, e viu Portão se emancipar de São Sebastião do Caí em 9 de outubro de 1963.
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Segundo familiares, Delmar, que tinha tido sua saúde afetada após o desaparecimento inexplicável da esposa, já enfrentava alguns problemas causados por AVCs nos últimos anos.
Delmar faleceu sem reencontrar a esposa ou saber o que ocorreu naquele fatídico 21 de outubro de 2012.
O Caso Dona Beatriz
Moradora de Portão, Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck sumiu no Santuário de Aparecida, em São Paulo, na tarde do dia 21 de outubro de 2012, durante uma excursão que realizava com o esposo, Delmar, e outros 30 turistas ao local.

Foto: Reprodução
Na época, o seu marido, Delmar Winck, relatou que ela sumiu enquanto o esperava na porta de uma loja de velas (ele estava pagando uma compra feita por eles). Uma testemunha, uma companheira de excursão, que teria sido a última falar com ela, junto à loja de velas, chegou a relatar que ela teria dito antes de sumir: “Perdi meu marido. Estou muito cansada. Vou para casa”.
O que aconteceu com dona Beatriz desde então segue sendo um grande mistério, que desafia a Polícia e a família.
Caso arquivado devido à falta de pistas
A comunicação da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo chegou a informar por nota que quando o sumiço completou dez anos, em 2022, que as buscas já haviam cessado, e que o caso foi investigado pela Delegacia de Aparecida e relatado à Justiça em 27 de novembro de 2018.
“O caso foi investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que ao longo das investigações, realizou pesquisas nos sistemas informatizados e banco de dados disponíveis bem como buscas visando à localização da desaparecida. Após diversas diligências, o inquérito policial foi encaminhado à Justiça e com a anuência do Ministério Público foi arquivado, podendo ser reaberto a qualquer momento caso haja novas informações”, dizia a nota da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
Qualquer informação que possa contribuir com o trabalho policial pode ser fornecida via Disque Denúncia (181)”, informa o texto.
Canal de informações
Mesmo depois de tanto tempo, pistas sobre possíveis paradeiros de dona Beatriz continuam chegando à família por meios como o site ondeestadonabeatriz.com.br, criado especificamente para divulgação dos desdobramentos do caso, e a página “Onde está dona Beatriz?” no Facebook (www.facebook.com/OndeEstaDonaBeatriz), com mais de 25 mil seguidores.
Quem gerenciava estes contatos é João Carlos Winck, filho de dona Beatriz e seu Delmar.
Através deste canal, surgiram informações que levaram equipes da Polícia e familiares a diferentes Estados do Brasil, como Rio de Janeiro e Minas gerais, e até Bahia, Pernambuco e Goiás. Nenhuma delas levou ou resultou em algo concreto sobre dona Beatriz.