Um dos atrativos mais visitados de Canela, fechado há cerca de um ano e meio para reformas, soprará velhinhas no domingo (21). Desde abril de 2024, o Mundo a Vapor passa por reformas e ampliação do empreendimento. E neste final de semana, completa 34 anos de existência.
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Foto: Divulgação
A previsão de reabertura era para esta temporada natalina, porém, o parque ganhou uma nova data para voltar a receber público: o primeiro trimestre de 2026. No momento, os visitantes podem conhecer a Roda Canela, que fica junto ao complexo.
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História do parque
Quando as engrenagens se moveram nas mãos da família Urbani, imigrantes italianos, em 1927, em Canela, parte da história da evolução industrial ganhou voz e narrativa na Serra Gaúcha. Omar e Benito foram os precursores do Mundo a Vapor.
Os irmãos cresceram na oficina mecânica do pai e Omar, escondido criou a primeira miniatura. Tratava-se de uma réplica de uma locomóvel ou locomotiva estacionária, funcionando como uma em tamanho real. Uma máquina a vapor autopropulsora com rodas utilizada para fornecer energia mecânica ou elétrica em fazendas, serrarias e indústrias, movimentando equipamentos como trilhadeiras, moinhos e bombas d’água ou puxando cargas pesadas.
Após uma vida de muito trabalho na metalurgia, aposentados, os irmãos passaram a se dedicar ao hobby de criação das miniaturas das máquinas à vapor, com riqueza de detalhes. Posteriormente, em 1991, foi inaugurado o parque Mundo a Vapor, em Canela.
“Mais do que um parque temático, o espaço tornou-se referência em turismo cultural e educativo ao transformar a força do vapor em conhecimento, memória e encantamento para visitantes de todas as idades e locais”, recorda a CEO do Mundo a Vapor, Lenise Urbani Travi, que cresceu na atração.
Em 1999, O Mundo a Vapor ganhou novos holofotes ao recriar e eternizar em sua fachada o histórico acidente ferroviário na estação Montparnasse, em Paris, na França. O episódio chocou o mundo em 1895, quando uma locomotiva a vapor perdeu o controle, atravessando o terminal e caindo de ponta a cabeça, 10 metros, no Place de Rennes.
“A nossa fachada virou cartão-postal de Canela e símbolo da proposta de despertar a curiosidade e convidar o visitante a olhar com atenção para os detalhes que movem o mundo. Nessa direção, a expansão atual no parque simboliza a continuidade de um sonho que começou de forma simples e hoje se projeta para as próximas décadas. O vapor aqui não é apenas força motriz é memória em movimento”, finaliza Lenise.
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