Mais de 2 mil bailarinos prometem emocionar o público no 52º Festival Internacional de Folclore. O evento começou nesta sexta-feira (18) e segue até o dia 3 de agosto em Nova Petrópolis. A expectativa é reunir até 200 mil visitantes no período.
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Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial
Em 2025 o município completa 70 anos de emancipação e para marcar a data, um espetáculo vai apresentar a cidade ao público. Batizado como “Retratos da Vida”, o show será um encontro entre dança e a produção audiovisual, narrando a descoberta de um fotógrafo que chega a Nova Petrópolis e conhece um modo de vida único.
Além disso, a Rua Coberta recebe apresentações diárias, com programação iniciando ainda pela manhã e se estendendo até a noite. São oito grupos internacionais, nove nacionais, sete regionais e outros 20 locais. Tudo com muita luz, cor, emoção e talento.
Entre os destaques estão grupos já consagrados, como o CTG Aldeia dos Anjos, de Gravataí. Multicampeão do Enart, os gravataienses retornam ao Festival para mostrar mais da cultura do Rio Grande do Sul. Delegações da Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, México e Canadá também estão confirmadas, levando outros idiomas à Serra.
Da região, participam os canoenses do Folclore Ucraniano Solovey e o Balé Folclórico Origens, de Sapiranga.
A programação completa do evento pode ser acessada no site festivaldefolclore.com.br. A entrada para todas as atrações é gratuita.
Reposicionamento da marca
Marcando os 70 anos da emancipação de Nova Petrópolis, a 52ª edição do evento faz parte de uma estratégia de reposicionamento da marca do município. “Estamos trabalhando o sentimento de pertencimento da comunidade. É um trabalho intenso, com todo o segmento turístico para que todos potencializem a marca Nova Petrópolis”, explica o titular da Secretaria de Turismo e Cultura, Rodrigo Sangali.
O secretário reforça que o festival é um elo importante entre a cidade e os cidadãos. “O objetivo é criar conexões emocionais durante o evento.”
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Sangali salienta ainda que o município, que recebe cada vez mais turistas, se destaca por cultivar suas raízes, cativando os visitantes. “É uma cidade organizada, limpa. Isso é muito convidativo para as famílias e grupos de amigos”, completa.
Dança integra grupos locais e estrangeiros
Reunindo grupos de toda a América, o Festival Internacional é uma oportunidade para o intercâmbio cultural. Segundo Ângela Fuhr, 28 anos, do grupo Bohmerlandtanzgruppe, de Nova Petrópolis, mesmo que o idioma possa ser diferente, a comunicação é feita através da arte.
“Falamos a mesma língua, que é a dança. Não nos entendemos no vocabulário, mas nos entendemos na dança.”
Questionada sobre o significado do nome do grupo, Ângela explica. “Grupos de Danças Terra da Boêmia.” Em 2025 a Imigração da Boêmia no Rio Grande do Sul, completa 150 anos. “Será o tema da nossa apresentação no dia 27 de julho”, complementa Jeferson Schafer, 37 anos, aproveitando para convidar o público.
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Com 120 dançarinos, o grupo reúne também moradores de cidades no entorno de Nova Petrópolis, como Linha Nova. Esse é o caso de Olivia Nienow, 40 anos, Erick Nienow, 19 e Kelly Lippert, 23.
Eles começaram no grupo Loreley, em Linha Nova, mas migraram para a cidade vizinha. É a realização de um sonho, primeira vez que vou estar no palco como dançarina”, compartilha Kelly.
Olívia vai na mesma linha, afirmando que ainda sente um frio na barriga antes do evento. “Cada ano é único. Vivemos do início do ano até agora para esse momento. Todos se emocionam muito, dançamos para nossos amigos e familiares.”
Homenageadas
O festival também guardou um momento para homenagear artistas locais que fazem parte de grupos de idosos do município. É o caso de Lore Loeser, 73 anos, que faz parte do Grupo Imigrante. “Fomos responsáveis por produzir as flores da decoração.”
Lore reitera a beleza do evento, partindo da integração cultural. “O que mais gosto são as danças que vem de outros países e estados”, completa.
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