Para marcar os 30 anos do templo budista Khadro Ling, em Três Coroas, o Vale do Paranhana recebe neste fim de semana um Festival Multicultural. O evento reúne música, dança, arte, gastronomia, espiritualidade e tradição em um espaço reconhecido pela beleza natural e cultural. A programação é aberta ao público, com entrada e estacionamento gratuitos.
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Foto: Laura Rolim/GES-Especial
As atividades começaram neste sábado (13), às 10h, com momentos especiais, como meditação guiada, aula de yoga e a vivência de confeccionar a própria bandeira de oração — um símbolo tradicional do budismo tibetano. O festival também conta com feira de artesanato, brechós, produtos coloniais, gastronomia local e apresentações culturais.
Segundo a voluntária e uma das primeiras moradoras do templo, Daniela Borssato, a proposta é reforçar a integração com a comunidade. “O festival multicultural busca reunir todas as tradições que temos na nossa região para celebrar a diversidade e fazer com que todos se sintam bem-vindos para acessar o templo”, destaca.
Entre os visitantes está o casal de bancários Clea Machado, 52 anos, e Franck Crespo, 50, que vieram da Bahia e estão hospedados em Gramado. Clea visitou o templo há 12 anos e fez questão de retornar agora com os filhos adolescentes. “Voltei porque queria muito que meus filhos conhecessem esse espaço sagrado, queria plantar neles essa semente”, conta. Após visitar o local em família na quinta-feira, ela retornou neste sábado para aproveitar o festival. “Estamos adorando”, completa.
A programação segue neste domingo (14), das 10h às 17h30, com danças sagradas, apresentações tradicionalistas, meditação guiada, atividades para crianças, aula de yoga e shows musicais. O templo fica na Rua Arnaldo Port, 1211, em Três Coroas. Mais informações estão disponíveis no Instagram @khadro.ling
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História do templo
O professor budista americano Lama Ridzing recorda a fundação do Khadro Ling, criado em 1995 pelo mestre espiritual Chagdud Rinpoche, que havia se mudado para o Brasil no ano anterior. “No começo, quando tínhamos práticas aqui, éramos cinco ou seis pessoas. Agora, 30 anos depois, o budismo está muito presente na comunidade. Cada vez mais pessoas procuram o templo para conhecer a tradição”, observa.
Após o falecimento de Chagdud Rinpoche, em 2002, o local seguiu crescendo em relevância. Para Lama Ridzing, o templo expressa o legado do mestre. “Rinpoche ficaria muito feliz em ver tudo o que foi construído desde então. As aspirações dele estão dando frutos”, afirma.
Atualmente, cerca de 35 pessoas ligadas ao budismo vivem na comunidade, entre famílias e casais. Todos atuam como voluntários, desempenhando diferentes funções no funcionamento do templo.
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