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PADROEIRO

Fiéis lotam ruas em procissão dedicada a São Sebastião

Celebração chega em sua 146ª edição e conta com fé e devoção ao padroeiro da cidade

Publicado em: 21/01/2026 às 15h:10
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A Festa de São Sebastião, uma das celebrações mais tradicionais do Rio Grande do Sul, chegou ao seu momento mais aguardado na terça-feira (20), com a procissão pelas ruas do Centro de São Sebastião do Caí, encerrando a programação religiosa realizada ao longo do mês e reunindo fiéis na Praça Conego Edvino Puhl. A edição deste ano foi a 146ª e reuniu novenas, missas e atividades sociais, com participação de voluntários e comunidades ligadas à paróquia.

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Procissão a São Sebastião | abc+



Procissão a São Sebastião

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

Entre os devotos que acompanharam a procissão estava Rejane Flores, 73 anos, que relatou a ligação com o padroeiro e a motivação para estar presente no encerramento. “Eu já tive várias graças alcançadas e hoje o meu esposo está pagando uma graça alcançada também”, afirmou. Rejane contou que a fé se fortaleceu em um momento delicado de saúde. “Eu tive um baque tão grande, que os médicos não sabiam o que eu tinha. Eu ansiei muito para ele. Se eu pudesse acompanhar, eu acompanhei toda a novena e a procissão em honra do Sebastião pela minha cura”, declarou.

Acelio Flores e a esposa Rejane Flores | abc+



Acelio Flores e a esposa Rejane Flores

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

De acordo com o pároco Eduardo Schuster, o período de 9 a 20 de janeiro é marcado por uma sequência de celebrações dedicadas ao padroeiro. “É comum que quando a gente tem a festa de um padroeiro fazer aquilo que chamamos de novena. São 9 noites”, explicou. Segundo ele, como o município tem feriado no dia 20, a contagem é feita a partir desta data. “A gente pega o dia 20 e conta 9 dias para trás. Então, do dia 11 ao dia 19, nós fizemos a novena”, disse. Neste ano, o calendário ainda incluiu dois dias extras, chamados de “Aquece São Sebastião”, devido à estrutura já montada na praça.

Schuster destacou a continuidade histórica do evento e o esforço coletivo para manter a programação. “É uma festa bem tradicional, já acompanha um século e meio de história. Estamos na edição centésima quadragésima sexta, fazendo contagem regressiva aos 150 anos”, ressaltou. O pároco afirmou que a festa envolve comunidades e voluntários, inclusive pessoas que não integram formalmente a Igreja, mas participam por devoção ou tradição. No encerramento, ele celebrou o saldo positivo da programação. “Acabamos de celebrar a missa de encerramento de todo o processo devocional com a chave de ouro que é a procissão, um momento muito esperado”, pontuou.

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Padre Eduardo Schuster celebra missa a São Sebastião | abc+



Padre Eduardo Schuster celebra missa a São Sebastião

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

FAMOSO PASTEL ROMEO E JULIETA

Além da fé, a festa também atrai pela gastronomia. Um dos símbolos do evento é o pastel feito na hora, conhecido como Romeu e Julieta, que mistura carne, queijo e goiabada. Laura Hensel, 73 anos, que atua na produção, explicou que a preparação ocorre durante a festa e também em ações ao longo do ano. “É tudo feito na hora… é muito tradicional, acontece todo ano. Nós fazemos uma vez por mês na paróquia”, contou. Segundo ela, em uma única noite podem ser vendidos entre 1.200 e 1.250 pastéis, em três sabores, com destaque para a combinação que virou marca registrada da Festa de São Sebastião no município.



 

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