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COMBUSTÍVEL

Fim da subvenção ao diesel não deve alterar preço nas bombas, avalia Sulpetro

Preço internacional do petróleo voltou a patamares próximos aos registrados antes da crise no Oriente Médio

Publicado em: 02/07/2026 às 07h:00
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O governo federal anunciou a retirada da medida de subvenção de R$ 0,35 por litro de óleo diesel a partir desta quarta-feira (1º), enquanto a Petrobras divulgou a redução do preço do diesel em R$ 0,3515 por litro a contar da mesma data. Com isso, segundo a empresa, os preços para as distribuidoras permanecem inalterados, com o valor médio de R$ 3,30 por litro.

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Abastecimento de diesel na região ainda não sofreu alterações significativas de preços nesta semana | abc+



Abastecimento de diesel na região ainda não sofreu alterações significativas de preços nesta semana

Foto: Paola Altneter/GES-Especial

A estatal justificou a medida pela evolução dos mercados interno e externo de petróleo e derivados, e a decisão do ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi possível porque o preço internacional do petróleo voltou a patamares próximos aos registrados antes da crise no Oriente Médio, reduzindo a necessidade de manter as medidas emergenciais.

A avaliação do Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Estado do Rio Grande do Sul (Sulpetro), é de que inicialmente não tenha impacto aos consumidores, segundo o presidente da entidade, Fabricio Severo Braz. “A Petrobras está reduzindo R$ 0,35 e o governo tirando R$ 0,35, então mantém o preço estável. O que a gente imagina é isso”, menciona.

Apesar deste cenário, o presidente da organização relata a possibilidade de oscilações futuras. “Houve uma baixa no preço do petróleo, mas a gente tem notado que às vezes quando baixa, no outro dia já sobe”, menciona. Outro risco apontado por Braz é o aumento em caso de alta no preço internacional. “A gente não sabe se o governo não vai precisar voltar com a subvenção”, diz.

Um dos impactos com a alteração no valor do diesel, de acordo com Braz, são as mercadorias distribuídas por transporte rodoviário. “O diesel alterando o preço, altera o valor de tudo”, afirma. Além disso, Braz ressalta que o reflexo no preço nos pontos de combustíveis não costuma ser imediato após o anúncio de redução ou aumento pela Petrobras, pois existe um cadeia até chegar ao consumidor.

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Subvenções em vigor

Os demais benefícios continuam em vigor, mas passam por avaliação do governo. No momento, seguem os subsídios de R$1,12 por litro do diesel e R$0,44 por litro da gasolina; subsídio ao gás de cozinha (GLP); desoneração de tributos federais sobre o biodiesel e desoneração de tributos sobre o querosene de aviação.

Segundo o governo, esses incentivos foram adotados para evitar que a alta internacional do petróleo provocasse aumentos expressivos nos preços pagos pelos consumidores brasileiros.

Impacto na região

A reportagem do ABCmais/Jornal NH passou por três postos de combustíveis de Novo Hamburgo para verificar possíveis mudanças nos valores. Um deles passou por ajuste de preço no diesel na última segunda-feira (29). O diesel comum que custava R$ 5,99 o litro passou a ser R$ 5,89 nesta semana, enquanto o S10 baixou de R$ 6,39 para R$ 6,29.

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No segundo, a diminuição ocorreu de terça (30) para quarta-feira (1º). O diesel comum tinha o valor de R$ 6,19 o litro e passou para R$ 5,85 o litro, enquanto o S10 custava R$ 6,29 no começo da semana e agora está em R$ 5,99. Por fim, o terceiro local observado apresentou o movimento oposto, de aumento no combustível. O diesel comum tinha o preço R$ 6,59 e nesta semana passou a custar R$ 6,69, enquanto o S10 também subiu R$ 0,10, de R$ 6,79 a R$ 6,89.

No local, o caminhoneiro Diogo Stelter, 23, abastecia o veículo e avaliou o cenário. “Eu abasteço toda semana e acho que qualquer tentativa de reduzir valor no custo do diesel é válida. A gente que está na rua trabalhando sabe que as coisas já não estão fáceis, então manter a constância e seguir baixando, que assim fique”, projeta.

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O impacto no bolso, apesar de chegar, às vezes demora, segundo o profissional. “Quando eles chegam a mexer em alguma coisa no valor, às vezes demora até um mês para chegar a refletir na gente que está na rua trabalhando”, pontua.

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