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EMPREGO

Geração de vagas freia no Rio Grande do Sul; veja os dados do Caged

Saldo positivo no Estado em julho foi de 424, contra 2.443 em junho. Canoas e N. Hamburgo têm saldo negativo

Publicado em: 03/09/2025 às 10h:07 Última atualização: 03/09/2025 às 10h:08
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O Rio Grande do Sul abriu 424 vagas de trabalho com carteira assinada em julho, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados na última semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

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No acumulado de 2025, entre janeiro e julho, o Estado já soma 76.040 novos postos formais de trabalho. Em junho, o RS havia registrado saldo positivo de 2.443 vagas formais, portanto julho traz uma desaceleração.

Dados do Caged se referem a vagas formais de trabalho | abc+



Dados do Caged se referem a vagas formais de trabalho

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Em julho, o RS registrou saldo positivo em dois dos cinco principais setores da economia. Para especialista, o tarifaço dos EUA ao Brasil, anunciado em julho, mas em vigor desde 6 de agosto, pode ter freado a geração de empregos.

O destaque em julho foi o setor de serviços, com a criação de 694 postos de trabalho, seguido pela construção, que abriu 207 vagas. No entanto, os demais segmentos apresentaram queda: indústria (-70), comércio (-168) e agropecuária (-239).

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O total do saldo foi de 424 vagas formais, a partir de 131.438 contratações e 131.014 desligamentos no mês. Os cinco municípios com maior número de vagas formais criadas no mês foram Gravataí (357), Pelotas (356), Gramado (295), Porto Alegre (188) e Rolante (186).

Das maiores cidades da área de cobertura do Grupo Sinos, Canoas registrou 4.358 admissões e 4.429 demissões. O saldo foi negativo, com -71. O segmento de indústria foi o mais positivo, com 77 vagas criadas. Já o setor de construção teve queda: -162.

Novo Hamburgo teve 3.781 desligamentos em julho contra 3.724 admissões, saldo negativo de -57. O setor de serviços teve saldo negativo de -116 vagas, e o de construção criou 70 novas vagas.

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São Leopoldo foi a única das três maiores cidades da região que teve saldo positivo, com 129. Foram 2.629 admissões para 2.500 desligamentos. O setor de serviços foi o que mais cresceu, com saldo de 167 vagas. Já a indústria registrou -44.

Pode piorar

Apesar do saldo positivo no Estado, o professor de economia da Universidade Feevale José Antonio Ribeiro de Moura observa a desaceleração nos setores da indústria e comércio. “Com o anúncio do tarifaço, era esperado que tivéssemos essa circulação de pessoas principalmente na indústria, e claro, no comércio, que são os setores mais impactados pela medida. E em relação ao setor de serviços, em função de não ter perda de renda, foi o que mais cresceu neste mês”, analisa.

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Para o mês de agosto, Moura prevê que a geração de emprego seja mais impactada. “O tarifaço vem para colocar um freio nessa aceleração que o Estado está. E se em alguns setores impactados pelo tarifaço, como o calçadista, por exemplo, os empresários demitirem, teremos um impacto maior na região. Com a indústria perdendo na geração de empregos, o impacto também no comércio, teremos perda de renda, o que influencia no setor de serviços”, prevê Moura.

Agropecuária

Em relação à agropecuária, que foi o setor que apresentou maior queda em julho, Moura observa que o impacto negativo se deu em função do término da temporada de grandes safras.

“Esse segmento tem trabalhadores temporários, e são contratados para a colheita e, logo depois, dispensados. É um setor que tem uma mobilidade muito grande na rotatividade de pessoas”, afirma o professor de economia da Feevale.

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