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PERTENCIMENTO

"Gerar laços com o passado": Escritor Sandro Blume fala sobre literatura e história

Sandro é um dos autores de Morro Reuter de A a Z e foi escolhido como patrono da 33ª feira do livro da cidade

Publicado em: 25/05/2026 às 07h:00 Última atualização: 22/05/2026 às 18h:11
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Gerar laços com o passado. Para o escritor e historiador Sandro Blume, este é um dos papéis que a literatura pode assumir para as gerações mais novas. Dentre outros livros, Sandro é coautor do segundo volume de Morro Reuter de A a Z, junto ao jornalista Miguel Eich – já o primeiro volume da obra foi lançada por Carlos Urbim no ano de 2003.

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Sandro, que foi selecionado como patrono da 33ª Feira do Livro de Morro Reuter, divide a autoria do segundo volume da obra com o jornalista Miguel Eich, celebrando o Bicentenário da Imigração Alemã no Brasil.

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“Sou natural de Picada São Paulo e desde cedo comecei a me interessar muito pelo assunto da imigração alemã, saber como viviam, como vieram os meus antepassados alemães, como foi a viagem, onde se estabeleceram… Porque as primeiras gerações que vieram tiveram uma vida muito difícil aqui no Rio Grande do Sul”, comenta.

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“Tudo isso me empolgava, essa vontade de investigar o passado, e me conduziu ao curso de História, na Unisinos. Fiz minha graduação, minhas pós-graduações também, e lá no começo dos anos 2000 surgiu um primeiro convite para escrever sobre uma pessoa que já tinha falecido, o primeiro prefeito de Picada Café”, diz.

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“Atingir o coração das crianças por meio da literatura”

Para o escritor, o contato com a literatura pode contribuir com uma sociedade mais empática, além de auxiliar no desenvolvimento cognitivo e promover conexão com o passado.

“O livro é essencial para despertar um sentimento, a curiosidade e despertar vínculos nos estudantes que conseguem se enxergar, aproximando realidades. Isso pode tornar os cidadãos em adultos mais bondosos, com pensamento mais crítico e gerando uma conexão com o passado de seu município”, afirma.

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“Atingir o coração das crianças por meio da literatura é algo muito importante. Eu guardo até hoje o primeiro livro que eu li, nunca mais esqueci, era da coleção Vagalume”, continua.

Sandro acredita que atividades como a Feira do Livro, onde palestrou na edição deste ano, ajudam ainda mais a estabelecer esse vínculo com as gerações mais atuais. “Interagir com os alunos ajuda a evitar essa perda de contato com a cidade e gerar uma conexão com as memórias de idosos que têm muita recordações e podem alimentar sonhos futuros para que essas crianças tenham essa sensação de pertencimento com Morro Reuter”, destaca o historiador.

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