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FIQUE ALERTA

Golpistas usam nome e dados de paróquia de Novo Hamburgo e encomendam 150 almoços

Os golpes consistem na realização de encomendas por meio do WhatsApp ou através de ligações

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 08/08/2025 às 15h:44 Última atualização: 08/08/2025 às 15h:44
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A Diocese de Novo Hamburgo emitiu um alerta à comunidade e, especialmente, aos comerciantes da região, sobre um golpe que vem sendo aplicado por criminosos utilizando o nome e o CNPJ de paróquias vinculadas à Mitra da Diocese de Novo Hamburgo.

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O aviso foi publicado no site oficial da Diocese e nas redes sociais após o registro de uma nova onda de tentativas de fraude nos últimos dias.

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De acordo com o padre Everson Lino Rodrigues, ecônomo da Diocese e pároco da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Hamburgo Velho, o golpe consiste na realização de falsas encomendas por meio do WhatsApp ou através de ligações, utilizando indevidamente os dados de CNPJ de paróquias reais da Diocese.

Os estelionatários solicitam a entrega de produtos e serviços com a promessa de pagamento posterior, aproveitando-se da boa-fé dos comerciantes diante do nome da Igreja.

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“O golpe tem acontecido com vários CNPJs da Mitra. Já havia ocorrido por volta de agosto do ano passado, quando orientamos as paróquias a deixarem claro ao comércio local quem são as pessoas autorizadas a fazer compras em nome delas. Agora, os casos voltaram a se repetir”, relata padre Lino.

Golpistas encomendam almoços e até grama

Entre os episódios mais recentes, um restaurante do município de Araricá recebeu um pedido de 150 almoços para um domingo, com o uso do CNPJ da Paróquia de Lomba Grande, em Novo Hamburgo, e solicitação de entrega em Igrejinha.

Em outro caso, esse registrado nesta quinta-feira (7), houve uma tentativa de compra de grama para entrega em Esteio.

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“Eles se passam por representantes de paróquias, fazem o pedido, indicam a entrega e dizem que o pagamento será feito depois. Como se trata da Igreja, muitas pessoas acabam confiando. Só que nem sempre o valor ou a conversa fazem sentido, então alguns lojistas estão começando a desconfiar e ligar para confirmar. Mas ainda assim, alguns acabam emitindo boletos e liberando mercadorias, o que acaba gerando prejuízo”, explica o padre.

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“Verifiquem a autenticidade de qualquer solicitação”

A Diocese enfatiza que as comunidades paroquiais também são vítimas do golpe, já que seus nomes estão sendo usados de forma fraudulenta e sem qualquer autorização. Por isso, os comerciantes devem sempre confirmar diretamente com os canais oficiais das paróquias antes de liberar qualquer transação.

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“Pedimos à comunidade, especialmente aos lojistas, que fiquem atentos e verifiquem a autenticidade de qualquer solicitação de compra feita em nome de uma Paróquia. Recomendamos que, antes de efetuar qualquer transação, confirmem diretamente pelos canais oficiais das Igrejas a veracidade da compra”, destaca nota divulgada pela Diocese.

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Além disso, a orientação é para que qualquer tentativa de golpe seja denunciada à Polícia Civil. A Diocese segue acompanhando os casos e reforça seu compromisso com a transparência e a segurança da comunidade.

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