A segunda-feira (2) foi de apreensão e expectativas para escolas de samba da região. O motivo foi a apuração dos votos do 70º Carnaval de Porto Alegre, evento realizado no fim de semana, que contou com a participação de representantes da região.

Foto: Alex Rocha/PMPA
A Império do Sol, de São Leopoldo, foi rebaixada do Grupo Ouro, e a Protegidos, de Novo Hamburgo, se manteve no Grupo Prata. Por isso, ambas vão desfilar no mesmo grupo em 2027. Já no Grupo Bronze, a Unidos do Guajuviras, de Canoas, ficou em segundo lugar.
Na soma dos quesitos na Série Ouro, Império do Sol acabou na 8ª colocação. Com a soma alcançada de 235,1 pontos, a equipe leopoldense foi rebaixada e irá disputar o Grupo Prata no próximo ano. Também foi rebaixada a Imperatriz Dona Leopoldina, da capital, que ficou em 9º. A Imperadores do Samba é a campeã do Carnaval 2026 pelo Grupo Ouro, com 239,3 pontos, 4,2 pontos acima da agremiação de São Leopoldo.
No Grupo Prata, a vencedora foi a Copacabana, de Porto Alegre, com 237 pontos conquistados; 2,3 pontos a mais do que a representante de Novo Hamburgo. A Protegidos acabou entre as quatro melhores escolas de sua classificação, com a soma de 234,7 pontos conquistados, na avaliação dos jurados. O resultado, no entanto, não foi o suficiente para a promoção de divisão do grupo hamburguense.
SIGA O CANAL DO ABCMAIS NO WHATSAPP
O que mostraram no Porto Seco
A Império do Sol teve como tema enredo “Artesãos dos Sonhos, Construtores do Impossível, mas pode me chamar de Escola de Samba”. A escola prestou homenagens aos operários do carnaval, considerados os verdadeiros magos responsáveis por transformar materiais simples em luxo e poesia, com a celebração do suor e a criatividade que traz vida aos desfiles. O percurso da narrativa apresentada acompanha a criação artística, indo da inspiração lúdica à materialização dos sonhos nas quadras e barracões. A figura de Exu foi destacada.
Já a Protegidos exibiu o enredo “A Alquimia da Existência – Protegidos pela Magia dos Quatro Elementos”. A proposta da escola foi de uma jornada simbólica e ancestral cujo intuito era desvendar forças invisíveis que sustentam o universo, tendo os alquimistas como artesãos do invisível com a proposta de decifrar a essência da vida em seus laboratórios. O desfile foi dividido em quatro setores, os quatro elementos de um “reino fundamental”: fogo, água, terra e ar. O enredo também remetia a preservação da natureza, além de um reflexo da reconstrução da escola.