A partir do dia 22 de dezembro, a linha Rincão do Cascalho, única da Viação Montenegro que transporta passageiros de Portão para as cidades de Estância Velha e Novo Hamburgo, e vice-versa, terá significativa redução nos horários ofertados.

Foto: Divulgação
Até então, a empresa tem, de segunda a sexta-feira, seis horários da linha com saída de Portão, às 5h15, 6h45, 8 horas, 15 horas, 17h50 e 18h50. A partir do dia 22, passará a ter metade: às 5h15, 8 horas e 18h50. De Novo Hamburgo para Rincão do Cascalho os horários eram, de segunda a sexta-feira, às 6h40, 9h30, 16h20, 17h20 e 19h30, e em menos de duas semanas passará a ser às 6h40 e 17h20. As duas linhas ofertadas nos sábados, tanto com saída quanto para retorno ao Rincão do Cascalho, foram excluídas.
Segundo a Viação Montenegro, a redução se deve ao fato de que a empresa tinha a concessão do transporte municipal de Portão, porém, com o encerramento do contrato, sem a renovação e com a chegada de outra empresa, não podem mais transportar passageiros que sobem e descem dentro do município de Portão. “Com isso, se reduz drasticamente a demanda, sete ou oito passageiros, e não tem como manter uma linha de 30 quilômetros até Novo Hamburgo”, relata.
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Além disso, reforça que não fica a cargo da entidade suprimir ou adicionar horários das linhas, pois é gerenciada pela Metroplan, que faz a análise técnica e determina. Uma opção, conforme a Viação Montenegro, seria embarcar de Portão até a Scharlau, em São Leopoldo, ou até a estação da Trensurb, e então se deslocar à Novo Hamburgo.
A empresa seguirá, porém, verificando como se dará às mudanças, e caso seja notada a necessidade de complementar horários para passageiros que embarcam no meio do caminho, já em Estância Velha, solicitarão a Metroplan, informa.
Como fica o trabalhador
A moradora de Portão, Fabíola Souza, de 25 anos, utiliza a linha todos os dias de segunda a sexta-feira, há dois anos, e os horários dos ônibus que a transportam para o trabalho, em Estância Velha, serão removidos. A informação a pegou desprevenida, já que os custos com viagens por aplicativos são superiores. “Quando soube da notícia, foi um choque, fiquei preocupada, porque não esperava que isso fosse acontecer agora e não tinha um segundo plano preparado”, declara.
A ideia, até o momento, é pegar carona com uma amiga. “Ainda estou me organizando, porque a mudança foi de surpresa. Os horários que restaram são muito poucos e no meu caso, o que eu poderia pegar é ou muito cedo ou muito tarde, o que acabaria fazendo com que eu me atrasasse para o trabalho”, relata.