Além dos prejuízos causados pelas chamas, o incêndio que atingiu uma indústria de couros no Distrito Industrial de Estância Velha, na manhã desta segunda-feira (1º), também provocou danos estruturais nos prédios da empresa. O fogo atingiu a Alpha Hides, localizada na Rua Luís Tisian, entre os bairros Campo Grande e Lago Azul.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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Segundo o Corpo de Bombeiros, o calor intenso gerado pelo incêndio comprometeu a estrutura de um dos pavilhões atingidos. O telhado de um prédio secundário, localizado nos fundos do terreno, desabou durante a ocorrência e parte da estrutura apresenta sinais visíveis de comprometimento.
“O telhado dessa área coberta, considerada pela empresa como um pavilhão, caiu por conta do incêndio. A parede dos fundos não chegou a ceder, mas há um visível abalo na estrutura, inclusive com algumas rachaduras no local. Essa estrutura está comprometida”, afirmou o capitão Luciano Franco, oficial de serviço dos Bombeiros que atuou na ocorrência.
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O incêndio atingiu tanto o prédio principal quanto este pavilhão secundário da indústria. Apesar da intensidade das chamas, as equipes conseguiram impedir que o fogo se espalhasse para outras empresas do Distrito Industrial.
Explosão antecede início do incêndio
A principal hipótese levantada até o momento é de que uma explosão relacionada à rede de gás de uma empresa vizinha tenha dado início ao incêndio na Alpha Hides. Indícios encontrados no entorno reforçam essa suspeita. Em três pontos, a calçada do trecho ficou destruída, formando buracos compatíveis com os efeitos de uma explosão.
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Durante o combate às chamas, os bombeiros também precisaram controlar um princípio de incêndio na central de gás da empresa localizada ao lado da indústria de couros. Uma das guarnições que realizava o resfriamento preventivo das estruturas vizinhas identificou a situação e conseguiu evitar que o fogo se propagasse. O incêndio foi controlado por volta das 9 horas. Depois disso, até perto do meio-dia, os bombeiros atuaram no rescaldo, realizando a retirada de materiais atingidos pelas chamas, especialmente couro e outras matérias-primas armazenadas nos pavilhões, para eliminar possíveis focos remanescentes.
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Durante todo este período, a área permaneceu isolada para a realização de levantamentos técnicos pela perícia, para determinar as circunstâncias do incêndio e esclarecer a relação entre as explosões registradas e o início das chamas. Técnicos de uma empresa responsável pelo sistema de gás também estiveram no local para realizar uma avaliação preliminar da ocorrência.