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Iniciativa para identificar dificuldades invisíveis ganha Selo Empreendedor Social

Projeto de Angela Olinto, de Três Coroas, está ligado a transtornos não identificados no ambiente escolar

Publicado em: 11/06/2026 às 10h:40
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Um projeto desenvolvido por uma estudante de Pedagogia de Três Coroas ganhou reconhecimento nacional no mês de maio. O trabalho liderado pela jovem Angela Olinto, de 20 anos, conquistou o Selo Empreendedor Social 2026, por conta do trabalho “Dificuldades Invisíveis: o impacto dos transtornos não identificados no ambiente escolar”, projeto de estágio elaborado durante o curso. O prêmio é concedido aos melhores Projetos Inovadores Profissionais de Aprendizagem (PIPA) da faculdade Censupeg.

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Angela (segunda da esquerda para a direita) sendo homenageada pela Censupeg | abc+



Angela (segunda da esquerda para a direita) sendo homenageada pela Censupeg

Foto: Divulgação

A iniciativa busca premiar projetos desenvolvidos por alunos da faculdade que sejam alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), valorizando iniciativas com impacto social positivo, criatividade, inovação e compromisso com a transformação da comunidade.

Estudante do polo de Igrejinha da instituição, Angela teve seu projeto reconhecido através de voto popular. Durante a votação, o trabalho dela teve mais de 300 mil visualizações, totalizando 5.307 votos, garantindo o reconhecimento do trabalho realizado para uma das disciplinas de sua graduação. “Eu não entrei só para a história da faculdade como um dos cinco melhores projetos, mas também tive a maior quantidade de votos já registrada. É uma coisa muito legal”, destacou a jovem. Como prêmio pelo reconhecimento, ela teve 12 meses de faculdade pagos e conquistou também uma bolsa para pós-graduação.

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Angela relatou que o projeto foi desenvolvido a partir de suas vivências acadêmicas em estágio escolar, através da dificuldade para compreender e identificar sinais de transtornos e dificuldades de aprendizagem em crianças. Assim, a estudante criou um site voltado para auxiliar professores com conteúdos informativos e acessíveis sobre os diferentes perfis neurodivergentes, como transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtorno do espectro autista (TEA), transtorno opositor desafiador (TOD), ansiedade, dislexia e discalculia.

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“O que mais percebi era a dificuldade em identificar esta questão. Ouvia coisas como ‘acho que esse aqui pode ter TDAH ou esse pode ser autista’, que era muito comum presenciar. Então, decidi criar essa plataforma que fosse ajudar os professores a identificar outros perfis também, e os principais sinais nas crianças. Não existem só dois perfis, e sim muitos outros”, explicou.

Iniciativa está em fase de melhorias e testes

A jovem lembrou que o site ainda não está disponível e que tem trabalhado por melhorias e testes. “Para mim, ele ainda é um bebê e está em fase inicial. Pretendo melhorá-lo, expandi-lo para algo mais elaborado, que possa ajudar de uma forma mais certeira e não focar apenas em uma área só.”

Além disso, ela ressalta a alegria em saber que a avaliação da sua plataforma já tem sido positiva, ainda que em estágio inicial. “É muito marcante ver tantos relatos, muita gente contando sobre suas dúvidas ou o que acontece com alguém próximo. Me disseram que seria bom ter isso nas escolas, pois ajudaria muita gente”, frisa.

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Plataforma disponibiliza conteúdo

A plataforma criada por Angela disponibiliza artigos, orientações e materiais produzidos, contendo informações de profissionais especializados, e auxiliando educadores a entender melhor os sinais, características e formas de acolhimento no ambiente escolar.

Sobre o projeto, Angela destacou que a iniciativa é fundamental para que haja a identificação precoce de sinais para crianças neurodivergentes. “Foi por isso que me motivei a fazer esse projeto: para que mais crianças fossem identificadas em sala de aula e pudessem ser encaminhadas mais rapidamente, não se tornando adultos com um laudo que ainda não existe”, completou.

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Jovem concorreu com mais de 140 colegas

Para ter o projeto reconhecido, Angela concorreu com mais de 140 colegas da Censupeg, distribuídos em polos nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo que se classificaram na etapa anterior do projeto. A Censupeg é uma instituição de ensino superior com 19 anos de história, e sua sede está localizada na cidade de Joinville/SC.

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