Um legado que começou em 1909 em Taquari é celebrado hoje em Ivoti – cidade de permanência do Instituto Ivoti há mais da metade dos 117 anos de história. A comemoração pelo aniversário foi realizada neste sábado (11) em uma manhã repleta de atividades, integrando alunos, professores e a comunidade.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
LEIA MAIS: RS terá “semana dividida”: Entenda como baixa pressão na Argentina afeta o Estado nos próximos dias
Ao longo das décadas, a entidade foi passando por mudanças de cidade, estrutura e didática. O diretor da Educação Básica, Júnior Tiago Ben, relembra a trajetória. “Nesses 117 anos de uma instituição que surge para formar professores inicialmente, a caminhada foi de muitos desafios. Os momentos foram marcados pelo desenvolvimento de parcerias com a comunidade, pensando projetos que envolvessem estudantes em diferentes áreas que apoiassem a região”, diz.
Entre as contribuições para a comunidade, Ben destaca a capacitação de pessoas. “Formando bons professores a gente entende que contribui para o crescimento e desenvolvimento da nossa sociedade”, afirma. O uso da tecnologia, inclusive, foi implementado com a ideia de melhorar a vida da população, sempre com a preocupação de um uso ético e que observe, em primeiro lugar,o cuidado com as pessoas.
“Para o futuro, queremos olhar como nós vamos formar bons estudantes que possam contribuir na sociedade, serem bons cidadãos e fazerem a diferença nos espaços que vão atuar”, sustenta.
Instituição como um lar
Nos 60 anos presente na Cidade das Flores, o Instituto Ivoti já transformou a vida acadêmica e profissional de muitas pessoas. Em algumas, porém, a marca de afeto é ainda mais intensa. É o caso de Marina Bencke Velten, que praticamente “nasceu” no Instituto.
O pai de Marina foi estudante quando a instituição ficava em São Leopoldo e retornou como professor já em Ivoti. No pátio do Instituto haviam casas para os professores, e foi lá que Marina nasceu, cresceu e estudou, desde a pré-escola.
ENTRE NO NOSSO CANAL NO WHATSAPP
Como herança da família, Marina seguiu na área da educação e fez o curso de Magistério no Instituto. “Desde nova eu tinha ideia de ser professora, e a escola é excelente na formação de lideranças, tanto que fiz a pós aqui no superior. Com o que a instituição contribuiu? Com tudo”, descreve Marina.
Ela também trabalhou como pianista, seguindo os passos do pai, que foi regente da Orquestra. Com tantas memórias boas, decidiu mantê-las com a filha, Melissa Bencke Velten, 11, que estuda na instituição e pratica aulas de violino.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
Acolhimento
Há cerca de três anos estudando no Instituto Ivoti, Gabriel Ruan Tavares, 17, relata que o que mais gosta são os professores. “Eles conseguem nos ajudar e apoiar nesta caminhada. As melhores memórias que tenho são de quando entrei na escola e os professores foram muito abertos para me conhecer e os alunos também, me ajudando a me enturmar e a virar um estudante do Instituto Ivoti”, relembra.