Moradores de Ivoti puderam ter acesso à obra que irá transformar a mobilidade urbana do município, especialmente no acesso à Colônia Japonesa e ao Centro. A duplicação da Avenida Castro Alves e de trecho da Olavo Bilac, com investimentos na casa dos R$ 30 milhões, foi anunciada por meio de audiência pública na noite de quinta-feira (28).
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Foto: Bruno Morais/GES-Especial
O encontro realizado no Pavilhão da Comunidade Nossa Senhora de Fátima trouxe detalhes da intervenção, cujo cronograma de execução é de 18 meses. As obras apresentadas pelo prefeito Valdir Ludwig e detalhadas pelo engenheiro civil Rodrigo Kuhn estão divididas na etapa Norte e Sul, com previsão de início entre o fim de 2026 e começo de 2027.
Etapa Norte
Na etapa Norte, a primeira a ser executada, ocorre a duplicação da Rua Olavo Bilac, que passa a ser em sentido único, e a duplicação da própria Castro Alves, que também seguirá em um único sentido até a rotatória que conecta à Rua Vale das Palmeiras.
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Na prática, isso representa que o fluxo no sentido Centro terá um desvio pela extensão da Castro Alves, ao mesmo tempo em que serão unificados os acessos à Colônia Japonesa, à própria área central da cidade e o direcionamento a bairros como Concórdia e Colina Verde.
Na primeira execução, mais de R$ 10 milhões são investidos de recursos próprios da prefeitura, incluindo a obra e indenizações a famílias cujas propriedades serão afetadas pela intervenção.
Etapa Sul
O segundo trecho, que envolve a duplicação das faixas da Avenida Castro Alves até seu início, ou seja, na ligação com a Avenida Bom Jardim, serão desembolsados R$ 20 milhões, através de recursos federais buscados pelo poder público.
Obras incluem ciclovia?
Apesar do grande aporte, não está prevista a inclusão de ciclovia ou ciclofaixa no trecho. O motivo apresentado pelas equipes públicas aponta para o espaço utilizado para as construções, mas especialmente pelo fluxo previsto ao trecho, de 60 km/h.
O que está previsto em projeto é a instalação de uma nova iluminação ao longo de toda a via, tanto no trecho veicular como no passeio aos pedestres. Ainda, há a previsão de instalação de videomonitoramento ao longo das avenidas e drenagem pluvial.
Famílias afetadas
A apresentação do dia 28 informou que a Avenida Castro Alves foi aberta em meados de 1993. De lá para cá, algumas famílias se estabeleceram às suas margens, o que exigiu a atenção do poder público no projeto de ampliação da via, até mesmo para algumas desocupações necessárias, mediante indenização aos moradores.
É o caso de Gislaine Reis, aposentada e moradora há 15 anos da “Casa de Pedra”, no bairro Colina Verde, no encontro entre a Castro Alves e a Romeu Brandt.
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“Vemos que vai ser bom para a cidade (o projeto), tivemos que entender e aceitar isso. Claro que ficamos bem tristes, gostamos muito de morar ali, é um lugar seguro, são 15 anos cuidando da casa, mas vemos uma situação que vamos ter que aceitar”, comenta Gislaine.

Foto: Bruno Morais/GES-Especial
A residência ocupada por Gislaine é quase um ponto turístico da cidade, mas a maior preocupação se dá pela incerteza de prazos.
“O que mais tememos é essa demora, gostaríamos de resolver logo nossa situação. Ficamos nesse meio-termo. No momento, só vamos aguardar a resposta da prefeitura em relação à indenização. Espero que seja em breve”, conclui.