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Lar Padilha é referência no atendimento a crianças e adolescentes

Acolhimento institucional é proporcionado a menores de 18 anos em situação de vulnerabilidade social

Publicado em: 07/05/2026 às 09h:34
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No distrito de Padilha, distante a pouco mais de 20 quilômetros do Centro de Taquara, existe um lugar que se tornou exemplo na transformação da vida de crianças e adolescentes. O Lar Padilha é referência estadual no acolhimento institucional de jovens de até 18 anos em situação de risco ou de vulnerabilidade social.

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Vieira dos Santos (à esquerda) e Peters nas dependências do lar | abc+



Vieira dos Santos (à esquerda) e Peters nas dependências do lar

Foto: Divulgação

O lar está localizado em um ambiente rural. A instituição surgiu em 1978, criada pelo pastor Sebaldo Nornberg, da Associação Beneficente Evangélica Floresta Imperial (Abefi), de Novo Hamburgo, aproveitando a estrutura de um hospital desativado que atendia os moradores do distrito. A Abefi é a mantenedora do Lar Padilha.

De acordo com o diretor do Lar Padilha, Fernandes Vieira dos Santos, desde o seu início, a instituição foi um espaço para acolher pessoas em situação de vulnerabilidade, passando a atender exclusivamente crianças e adolescentes a partir da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990.

Portas abertas para todos se sentirem bem

Quando se pensa em uma casa de acolhimento de menores em situação de vulnerabilidade, há quem imagine que se trata de um local com muros altos e portões fechados. O Lar Padilha destoa desta realidade. Ao chegar lá, a primeira percepção é o portão estar aberto, com as crianças e adolescentes circulando livremente entre uma atividade e outra.

Para Vieira dos Santos, este é um grande diferencial para garantir que os abrigados se sintam parte de uma grande rede de apoio. “O acolhimento institucional nunca vai ser um espaço de punição. Aqui dentro não é a história vivida anteriormente que está na cabeça de um menino ou menina, mas sim, são crianças e adolescentes brincando e vivendo”, afirma. Para o gestor, o fato de não haver grades é um fator fundamental para que os pequenos, que viveram diversas dificuldades antes de chegar até o lar, entendam que não estão em um ambiente para serem punidos.

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Importância do distrito

Um dos profissionais que trabalham com o dia a dia do Lar Padilha é o assessor de imprensa Anderson Peters, que nasceu no distrito, morando praticamente toda sua vida na região de Padilha. Para ele, a instituição se tornou um símbolo da comunidade, se sentindo orgulhoso de hoje fazer parte desta história. “Ver o Lar hoje, com sua referência nacional partindo de lugar tão pequeno e rural, é motivo de orgulho para todos nós que somos daqui”, destaca.

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