Mais de 80 famílias de Campo Bom foram beneficiadas pela entrega de moradias do Programa A Casa é Sua – Município nesta segunda-feira (23). O programa, do governo do Estado, está concedendo 278 habitações, incluindo ainda as cidades de Salvador do Sul, Porto Alegre, Venâncio Aires, Feliz, Nova Esperança do Sul e Santa Teresa.
A entrega em Campo Bom contou com solenidade no loteamento Vida Nova, com presença do governador Eduardo Leite e demais autoridades do Estado e da cidade. O investimento pelo programa na cidade é de R$ 7,2 milhões, sendo R$ 4,8 milhões do governo do Estado e R$ 2,4 milhões de contrapartida do município. As casas estão no Loteamento Vida Nova, Bairro Aurora.
No município, o secretário de Desenvolvimento Social e Habitação, Gabriel Colissi, comenta que 89 famílias (o equivalente a cerca de 300 pessoas) receberam as chaves da nova habitação na solenidade.
“O município está cumprindo uma ação civil pública em que a gente precisa fazer o reassentamento de famílias que viviam embaixo de fios de luz de alta tensão”, explica.
“Começamos a cadastrar em 2021, foi um processo muito longe, e agora em 2026 estamos entregando. Para nós é uma alegria entregar essa moradia a essas famílias que a partir de agora moram no loteamento Vida Nova, no bairro Aurora”, continua.
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O governador Eduardo Leite destaca a importância da iniciativa e explica que o Estado repassou inicialmente 60 unidades ao município, que foi além e incluiu outras 29. “Hoje tem 89 unidades, 60 delas tem o cofinanciamento do Estado que participa ajudando o município a erguer essas casas. Quero que sejam lares abençoados, que as famílias estejam protegidas e possam conquistar tudo o que quiserem”, afirma.
“Em Campo Bom, o município fez o arruamento, a preparação… se estamos financiando 60 unidades, tem que ter as 60, mas se o município quiser fazer 80, 100, 120 com os seus recursos, ele pode expandir dentro das suas necessidades e possibilidades”, continua.
O prefeito da cidade, Giovani Feltes, ressaltou o trabalho conjunto necessário para colocar iniciativas como essa em prática. “Para isso precisa ter sensibilidade, mas também precisa ter um conjunto de governo que tenha coração, alma e espírito de proteção. O momento é de confraternização e alegria, é onde aparece a importância do Estado, protegendo e criando condições favoráveis para aqueles que mais precisam.”
A autônoma Greici Kelli da Silva, de 38 anos, vive com as duas filhas, Evyllyn Eduarda da Silva Pires, de 13 anos, e Isabelly Mariah da Silva Pires, de 9. Para ela, que nunca teve casa própria, a conquista é quase indescritível.
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“Não tenho palavras hoje para expressar o meu sentimento, é muita alegria. Fazia muitos anos que eu estava esperando, era cadastro, cadastro, aguardando, aguardando… e agora posso morar em um lugar mais seguro”, diz.
Greici Kelli conta que já se planejava para a mudança enquanto lidava com as etapas burocráticas. “Eu trouxe um pouco dos móveis que tinha também, mas vim aqui e medi tudo. Eu ganhava aluguel social, então eu trabalhava, pagava as contas e o que sobrava eu ia lá comprar uma coisinha, outra coisinha, para ter bastante coisa boa e nova para trazer”, continua.
A auxiliar de limpeza Fabiana Correia, de 45 anos, mora com o marido Luiz Carlos Silveira, de 43 anos, e o filho Lorenzo Gabriel do Nascimento Silveira, de 9, e comenta que o principal ganho é a sensação de segurança.
“Eu perdi minha casa no bairro Canudos, em Novo Hamburgo, na enchente de 2024, e fui morar na ocupação com ele. Esses dias que choveu, a telha de um vizinho que quebrou caiu no nosso telhado e encheu de água lá dentro”, diz, acrescentando que insistia para fazer melhorias no local.
“Ele (o marido) dizia que não adiantava investir porque a gente ia ir embora, mas até o chão era puro, aí eu incomodei para botar cerâmica”, continua.
Em Salvador do Sul, o investimento para essas moradias foi de R$ 4,3 milhões. As casas foram construídas no Loteamento Prosperidade pelo método construtivo de painel de concreto, dentro de uma das Atas de Registro de Preços do Estado para esta finalidade.
Como funciona o programa
As unidades habitacionais têm cerca de 44 metros quadrados, dois dormitórios, sala, banheiro e cozinha. Estão localizadas em terrenos urbanizados com infraestrutura básica de água, energia e esgoto.
A seleção dos beneficiários é feita pelas prefeituras. O corpo técnico da Sehab monitora os convênios e auxilia as prefeituras na resolução de fatos que possam afetar o andamento normal dos trâmites, além de fiscalizar as obras para atestar que a execução está em conformidade com o plano de trabalho.