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Mel de abelha sem ferrão de Sapiranga ganha selo SIF e pode ser vendido em todo o Brasil

Produto é levado a entreposto em Santa Catarina para garantir certificação do SIF e ampliar comercialização

Publicado em: 09/06/2026 às 07h:00 Última atualização: 09/06/2026 às 07h:09
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O mel de abelhas nativas sem ferrão produzido em Sapiranga, no Vale do Sinos, passou a contar com envase em uma empresa credenciada com o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), o que permite sua comercialização em todo o território nacional.

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A certificação, vinculada ao Ministério da Agricultura, é obtida após uma série de exigências sanitárias e de qualidade.

Marcos Gonchoroski com suas caixas de abelhas nativas sem ferrão | abc+



Marcos Gonchoroski com suas caixas de abelhas nativas sem ferrão

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

O mel de abelhas nativas sem ferrão produzido em Sapiranga, no Vale do Sinos, passou a contar com envase em uma empresa credenciada com o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), o que permite sua comercialização em todo o território nacional. A certificação, vinculada ao Ministério da Agricultura, é obtida após uma série de exigências sanitárias e de qualidade.

Produzido pelo Meliponário Gonchoroski, o mel das espécies Jataí e Canudo precisa ser encaminhado até Santa Catarina para o envase, já que não há, no Rio Grande do Sul, entrepostos habilitados com SIF para esse tipo específico de produto.

Segundo o produtor, Marcos Gonchoroski, o processo exige uma logística rigorosa. O mel é transportado congelado, dentro das normas sanitárias, passa por análises microbiológicas e físico-químicas e, depois, é envasado e rotulado em estrutura credenciada. Após essa etapa, retorna ao Estado pronto para a comercialização.

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O rigor inclui controle de temperatura, rastreabilidade e cumprimento de boas práticas de produção. Isso ocorre porque o mel de abelhas sem ferrão possui características diferentes do mel convencional, o que exige cuidados adicionais durante todo o processo.

Mel com selo SIF | abc+



Mel com selo SIF

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

O que diferencia o mel de abelhas sem ferrão

Ao contrário do mel tradicional, produzido por abelhas do gênero Apis mellifera, o mel das abelhas nativas sem ferrão tem composição distinta. Ele é mais líquido, apresenta maior acidez e possui teor de umidade mais elevado, o que o torna mais sensível à fermentação.

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Essas características também influenciam no sabor, geralmente mais suave e levemente ácido, além de aroma mais complexo. Por conta disso, o produto costuma ser considerado mais delicado e, em alguns casos, mais valorizado.

O meliponicultor Gonchoroski garante que esse tipo de mel pode apresentar propriedades antioxidantes e potencial antimicrobiano, embora seu uso deva ser avaliado dentro de uma alimentação equilibrada.

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Outro fator que impacta diretamente no valor é a produtividade. Enquanto colmeias de abelhas com ferrão podem produzir dezenas de quilos por safra, espécies como a jataí geram, em média, cerca de um quilo por ano. “Em outras espécies, a produção pode chegar a três ou quatro quilos anuais, dependendo das condições ambientais”, diz Gonchoroski.

Educação ambiental e preservação

Além da produção, o meliponário também atua na área de educação ambiental. Em parceria com iniciativas como o Meliponário Mirim de Gravataí, desenvolve projetos em escolas e espaços públicos para conscientização sobre a importância das abelhas nativas.

“Essas espécies desempenham papel fundamental na polinização de plantas nativas e na manutenção da biodiversidade, sendo consideradas essenciais para o equilíbrio ambiental”.

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Nessas atividades, ocorrem visitas em escolas com caixas de abelhas sem ferrão, onde estudantes conhecem de perto as propriedades dessa do mel dessa abelha.



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