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AUMENTO DE PENA

Ministério Público recorre para aumentar penas de condenados por mortes de jovens em Sapucaia do Sul

Na data do crime, ocorrido em maio de 2023, vítimas haviam invadido depósito de veículos para furtar baterias e comprar gás para a família

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Publicado em: 05/03/2026 às 20h:41
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O Ministério Público ingressou com recurso para aumentar as penas impostas aos dois homens condenados pelas mortes a tiros de um adolescente de 16 anos e de um jovem de 19 em um depósito de automóveis em Sapucaia do Sul. O crime ocorreu em março de 2023.

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Sede MPRS



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Foto: Divulgação

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Os réus foram condenados na quarta-feira (4) pelo Tribunal do Júri da comarca. O Conselho de Sentença acolheu integralmente a denúncia pelos dois homicídios duplamente qualificados e por duas ocultações de cadáver.

O julgamento teve início na manhã de terça-feira (3) e se estendeu por cerca de 26 horas. Conforme o veredito dos jurados, a juíza Greice Moreira Pinz fixou as penas em 16 anos e cinco meses de reclusão para Leopoldo Rausch Potter, então proprietário do estabelecimento, e em 15 anos e dois meses de reclusão para Tiago Moré Martins, funcionário no local. Ambos devem cumprir a pena inicialmente em regime fechado.

De acordo com o Ministério Público, o recurso apresentado tem como objetivo ampliar as penas aplicadas. Na avaliação da instituição, a gravidade dos crimes — que envolveram o emprego de meio cruel e a execução das vítimas pelas costas — justificaria uma sanção mais elevada do que a definida pelo Tribunal do Júri.

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Como ocorreu o júri

O júri teve início na manhã de terça-feira (3), quando foram ouvidas duas testemunhas de acusação. Os réus foram interrogados e responderam apenas a questões da magistrada e das próprias defesas, recusando perguntas da promotoria. O segundo dia foi iniciado com a fase de debates, com a exposição das teses acusatórias e defensivas, seguidas de réplica e tréplica.

Terceiro réu ainda será julgado

O terceiro réu, Rudimar da Silva Rosa, responde pelos mesmos crimes em processo que ainda aguarda o exame de recurso interposto pela defesa contra a sentença de pronúncia, que determinou que ele também será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

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Relembre o caso

Conforme a denúncia do MP, dois acusados, empregados do Centro de Remoção e Depósito de Veículos, e o terceiro denunciado responsável pelo estabelecimento, mataram as vítimas mediante disparos de arma de fogo após elas invadirem o local. Em seguida, envolveram as cabeças dos jovens com saco pretos e transportaram os corpos para um local ermo, onde foram posteriormente encontrados.

Ainda de acordo com a acusação, a primeira vítima foi morta com emprego de meio cruel, ao ser cercada na iminência da execução, e ambas foram atingidas com disparos efetuados pelas costas.

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Na época, a Polícia Civil confirmou que os jovens entraram para furtar baterias, que seriam vendidas para que um deles pudesse comprar um botijão de gás de cozinha para a mãe. Uma das vítimas era Wesley do Amaral dos Santos. O nome do adolescente, contudo, não foi divulgado por ser menor de idade.

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