Desde o início do ano, a turma da Faixa Etária 3 da Emei Aldo Pohlmann, no bairro Industrial, demonstra um encantamento pelas miudezas encontradas no pátio da escola. E foi a partir desse fascínio das crianças que a professora Cláudia Carvalho propôs uma investigação sobre as pequenezas encontradas no quintal.

Foto: Francine Silva/Especial
Com cestinhos em mãos, as crianças recolhem tudo que para elas é interessante: desde pedrinhas, folhas e até sementes. O material é explorado pelos olhos curiosos dos pequenos através de lupas, microscópios e até recursos tecnológicos disponíveis em sala de aula. Divididos em pequenos grupos, os alunos têm autonomia na investigação. “Toda a pesquisa tem o protagonismo da criança”, explica a educadora, ao frisar que o importante é a construção da teoria e não, necessariamente, o conhecimento científico.
E as teorias são infinitas e diversas: as pedrinhas são cristais escondidos no quintal — e muito valiosos, diga-se de passagem; as folhas fazem parte de um universo de histórias; e as sementes ganham versões exclusivas a partir da vivência das crianças. “Consideramos muito as falas que elas nos trazem e registramos tudo ao longo da investigação”, comenta Cláudia, que acompanha cada sessão realizada pelos alunos.

Foto: Francine Silva/Especial

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