Cidades do Vale dos Sinos, Paranhana, Caí e Região Metropolitana estão entre os 92 municípios que aderiram ao Programa Família Gaúcha, lançado pelo governo estadual na manhã desta quinta-feira (18). A iniciativa busca reduzir as vulnerabilidades de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, com acompanhamento contínuo para estimular autonomia e inclusão social.

Foto: Maurício Tonetto/Secom
Na região, participam Campo Bom, Canoas, Capela de Santana, Esteio, Igrejinha, Montenegro, Novo Hamburgo, Parobé, Rolante, São Leopoldo, São Sebastião do Caí, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Taquara e Três Coroas. O programa prevê a atuação de agentes de desenvolvimento familiar, profissionais que vão acompanhar de perto cada núcleo, identificar demandas e articular políticas públicas para enfrentar situações de vulnerabilidade.
De acordo com o governador Eduardo Leite, a iniciativa busca ir além de medidas emergenciais adotadas após as enchentes que atingiram o Estado em 2024. “Com essa iniciativa, vamos além de ações imediatas ou pontuais, atuando de forma consistente no enfrentamento da pobreza e na construção da autonomia dessas famílias. O Estado deve ser uma alavanca que amplia o acesso a direitos e fortalece a inclusão socioprodutiva, sem deixar ninguém para trás”, afirmou.
O secretário de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel, reforçou que a proposta é criar condições para que as famílias construam autonomia a partir de um acompanhamento próximo. “O Família Gaúcha tem como foco apoiar no acesso a políticas públicas e criar oportunidades de inclusão produtiva. Cada família terá o acompanhamento de um agente que vai orientar e planejar, junto com ela, caminhos para superar o ciclo da pobreza e alcançar emancipação social”, destacou.

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Mais de 10 mil famílias serão beneficiadas
De acordo com dados do Cadastro Único (CadÚnico), o Rio Grande do Sul possui cerca de 610 mil famílias vivendo em situação de pobreza e extrema pobreza, com renda per capita até R$ 218 mensais.
A meta é atender mais de 10 mil famílias em todo o Rio Grande do Sul, priorizando aquelas impactadas pelos eventos climáticos do ano passado e que se enquadram nos critérios do Índice de Vulnerabilidade das Famílias (IVF/RS). Cada agente de desenvolvimento terá a responsabilidade de acompanhar 32 famílias, elaborando planos personalizados para estimular a emancipação social e evitar a dependência apenas de auxílios emergenciais.
Além do acompanhamento técnico, o programa também prevê uma ajuda financeira direta, ainda em tramitação, por meio do Cartão Cidadão. O valor proposto é de R$ 200 mensais por família, com acréscimo de R$ 50 no caso de núcleos com crianças de até seis anos de idade.

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O programa Família Gaúcha ainda destinará 177 veículos para 177 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). O investimento total será de R$ 120,8 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).
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