O sábado (16) foi de solidariedade e de doação de sangue em São Leopoldo. Das 8 horas ao meio-dia ocorreu na cidade um mutirão de coleta, realizado em parceria entre a Prefeitura e o Hemocentro do Estado. Ao todo, 90 vagas foram disponibilizadas para a ação, que aconteceu no Ginásio Celso Morbach.
O agendamento, realizado de forma antecipada superou a meta de inscritos. Os mais de 100 nomes excedentes permanecem cadastrados para o próximo mutirão a ser marcado. O Zap da Saúde enviará uma mensagem automática aos doadores para lembrar a data.

Foto: Renata Strapazzon/GES-Especial
Conforme a secretária da Saúde, Kelbe Gonçalves, o número elevado de inscritos no mutirão reafirma a necessidade de um ponto de coleta fixo no Município. “Ficamos muito satisfeitos com a procura e a disponibilidade da nossa população. Isso mostra que estamos no caminho certo e que há uma demanda para doação na cidade”, diz. Segundo ela, movimentações já estão sendo feitas para a implantação de um posto de coleta em São Leopoldo. Na região, os hospitais Getúlio Vargas de Sapucaia e São Camilo, de Esteio, já contam com este serviço desde dezembro de 2021 e julho de 2024, respectivamente.
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“Doar sangue é um ato de salvar vidas e São Leopoldo engajou muito nesta causa social. Até o final do ano queremos contar aqui com o nosso posto de coleta”, comenta Kelbe. “Já estamos em contato com o Hemocentro. O posto vai funcionar primeiramente com 80 coletas realizadas quinzenalmente. Já compramos as cadeiras e estamos fazendo a reforma em uma sala dentro do Centro Capilé, onde vai funcionar o espaço”, completa.
Conforme Kelbe, São Leopoldo utiliza, em média, 250 bolsas de sangue por mês. A chefe de seção de apoio à doação do Hemocentro, Josiane Braga destaca que uma bolsa pode salvar até quatro vidas. “É uma ação muito importante, que aproxima a comunidade e nos ajuda a manter nossos estoques”, diz.
Mobilização pelo posto
A vinda do ônibus do Hemocentro a São Leopoldo contou com a articulação do vereador Marcelo Pitol, que acompanhou a ação e foi um dos doadores de sangue. “Só quem precisa sabe a importância deste gesto. No ano passado a mãe de um amigo precisou muito e a partir disso fizemos uma ação e decidimos concretizar para neste ano trazermos um posto de coleta de sangue para o Município. Tanto que a gente fez uma campanha política dentro disso. Vamos ter até o final do ano o nosso posto, numa e emenda que eu consegui com o deputado federal Danrlei e a partir disso me organizei com o prefeito Heliomar Franco. Estamos fazendo esta ação para já termos um cadastro dos nossos doadores”, explica Pitol.
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Moradora de São Leopoldo, a jovem Mariana Klein Boeira, 19, aproveitou a vinda da unidade móvel na cidade para doar sangue pela primeira vez. “O que me motivou a participar certamente é poder ajudar outras pessoas que vão precisar desta doação”, diz. Doador há 15 anos, o administrador José Carlos Santana, 52, diz esperar pelo posto na cidade. “Vai facilitar muito, hoje quando doo, me dirijo para Novo Hamburgo”, conta.