Mobilização de lideranças busca viabilizar obras no limite entre Novo Hamburgo e Campo Bom. Uma delas é a duplicação da Avenida São Leopoldo, que fica entre as duas cidades.

Foto: Arquivo/GES
O projeto está em andamento. A Prefeitura de Novo Hamburgo já solicitou internamente uma estimativa dos recursos necessários. Trabalha-se com uma projeção da obra até o final de 2027.
Segundo a Administração hamburguense, o principal objetivo é qualificar a mobilidade entre Novo Hamburgo e Campo Bom. Há uma atenção especial aos moradores do bairro Canudos, que utilizam diariamente essa via.
A necessidade da duplicação foi levantada em reunião há algumas semanas entre os prefeitos dos dois municípios. Na ocasião, Gustavo Finck recebeu o prefeito campo-bonense Giovani Feltes para conversar sobre demandas que envolvem as cidades vizinhas.
A Avenida São Leopoldo foi construída por Campo Bom há 35 anos e o lado do município campo-bonense está pronto. No entanto, frisa Feltes, o lado de Novo Hamburgo não tem a mesma contrapartida. “Agora, além da sobrecarga na pista, vemos comércios sendo instalados sobre o leito onde deveria estar a futura duplicação”, frisou Feltes.
O deputado estadual Issur Koch (PP), que participou do encontro, sugeriu uma audiência conjunta na Secretaria Estadual de Transportes para tratar da duplicação. “Aguardamos a confirmação da data da audiência com a Secretaria Estadual de Transportes”, informou a assessoria do deputado.
Empresários estão na torcidapor uma solução para a via
Do lado campo-bonense, Everton Luiz Kollet, que tem uma empresa de acessórios automotivos, conta que já protocolou pedidos de asfalto no lado da via hamburguense. “Os carros ficam sujos quando levanta uma nuvem de poeira. Já colocamos porta de vidro e até ventilador para empurrar um pouco a poeira para fora, porque o material que trabalhamos, a película, não pode ter poeira. Temos que investir um monte na loja, o que não seria necessário se tivesse asfalto do outro lado”, explica.

Foto: Arquivo/GES
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A mesma situação vivencia o empresário do ramo de venda de veículos Antônio Cristiano dos Santos. Ele tem estabelecimento no lado de Novo Hamburgo, na Avenida Reynaldo Kayser. “Muitas vezes ouvi promessas. Uma vez mediram, colocaram taquinhos, e depois ficaram de vir e nunca vieram. Depois voltaram. Também só promessas”, comenta o empresário. Ele conta que precisa lavar diariamente os carros.
Outro problema é uma árvore no Arroio Peri
Outro ponto destacado foi a chamada “falsa seringueira” dentro do leito do Arroio Peri, no lado de Novo Hamburgo, mas com impacto direto no bairro Imigrante Norte, em Campo Bom. A árvore, de grande porte, limita em dois terços o fluxo de água no arroio e oferece risco de agravar os efeitos de cheias nos períodos de chuva intensa. Por isso, a cidade vizinha solicitou que a Administração Municipal hamburguense avalie como intervir no local.
“O Município de Novo Hamburgo reconhece o problema e entende a necessidade da remoção. Por isso, tem buscado internamente alternativas viáveis para colaborar com o município vizinho e apoiar na resolução dessa demanda”, informa nota.
Valão
A pauta entre as duas cidades ainda inclui o valão que separa o loteamento Vila Nova, em Campo Bom, do bairro Canudos, nas imediações da Avenida dos Municípios, local que sofre com alagamentos. A informação é que o valão será incluído em projeto de desassoreamento assim que forem liberados recursos do Governo do Estado.
Giovani Feltes destaca a necessidade de uma atuação conjunta para enfrentar o problema. A proposta é estabelecer uma parceria entre o setor de Planejamento e as secretarias de Obras dos dois municípios, a fim de realizar uma intervenção estruturante na área limítrofe.
Entre as medidas sugeridas para o valão está a instalação de gabiões e contenções nas margens, com o objetivo de estabilizar o curso d’água e reduzir os impactos das cheias. Além disso, foi sugerida a definição de um cronograma de manutenção compartilhada, garantindo o cuidado contínuo e equitativo do espaço, que afeta diretamente as comunidades de ambos os lados.