O novo Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil (Placon) de São Leopoldo foi apresentado à comunidade em audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira (16), na Câmara de Vereadores. A apresentação foi feita pelo secretário municipal de Proteção e Defesa Civil, Márcio Uberti Moreira. O documento, atualizado para responder com mais eficiência a possíveis desastres, estabelece novos protocolos e cenários de risco, reforçando a prevenção e a capacidade de resposta do Município.

Foto: Renata Strapazzon/GES-Especial
O encontro foi proposto pelo vereador Daniel Daudt Schaefer (PL), que justificou a realização de uma audiência pública para tratar sobre o tema “considerando a necessidade de promover o amplo debate e a transparência nas ações relativas à proteção da coletividade”.
A audiência foi acompanhada por membros da comunidade e por autoridades, entre elas o promotor de justiça Ricardo Schinestsck Rodrigues, o comandante do 2° Batalhão de Bombeiros, major Rodrigo da Silva Carvalho, secretários municipais e representantes da Brigada Militar e do Exército.
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Para o vereador proponente da audiência, Daniel Daudt Schaefer, o evento tem como objetivo informar e orientar a população. “A gente vem acompanhando o trabalho do prefeito e do Executivo relacionado ao sistema de contenção às cheias, uma série de ações importantes que vem sendo feitas e muito pouco se fala em relação ao plano de defesa, que nada mais é, e espero que a gente não precise usar, em situação de catástrofe, a população estar preparada, ser avisada”, comenta.
Schaefer frisa, ainda, que o plano detalha a estrutura da Defesa Civil, as ações, o que fazer e de como se organizam os organismos e a sociedade.
“É uma forma de organização e de preparo para, se vier acontecer algum tipo de catástrofe, não só relacionada ao rio, pode ser incêndio, temporais, vendavais, qualquer tipo de mudança do cotidiano, para que a gente tenha uma melhor organização para avisar e ajudar todo mundo. O que a gente quer é externar este plano para toda a comunidade”, diz, frisando que a audiência foi gravada e que o conteúdo ficará disponível no canal da Câmara no YouTube.
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De acordo com o secretário municipal de Proteção e Defesa Civil, Márcio Uberti Moreira, o Placon leopoldense não era atualizado desde 2013.
“Ele ficou em uso permanente até 2025, quando a gente assumiu e começou e mexer neste processo. Uma coisa que pecou neste período, é que o plano é um documento, doutrinariamente falando, que precisa ser obrigatoriamente revisado. Nós estabelecemos, internamente, um protocolo de a cada seis meses revisar, se nada de novo acontecer, e cada vez que alguma coisa motive uma revisão, como as chuvas do mês passado”, explica o secretário.
Moreira destaca, ainda que o plano é apenas um dos elementos que integram a prevenção e proteção a eventos como cheias e enchentes. “Não pode só falar de Defesa Civil e do plano de contingência sem o trabalho de desassoreamento, sem que a limpeza das tubulações tenha sido realizada, sem reformar e trocar as bombas, sem colocar bombas anfíbias. Tudo isto faz parte de um processo maior, onde o plano é um dos elementos que vai fazer com que estejamos preparados para um momento de necessidade”, completa.
Plano se divide em cinco grupos de cenários
O novo plano havia sido apresentado ao prefeito Heliomar Franco no começo de junho. A nova versão do plano amplia a abrangência de situações de emergência, incorporando cinco grupos de cenários: áreas não protegidas pelos diques (já previsto no plano anterior); Cenário de cheias semelhantes às de 2013 e 2023, com atualização das áreas potencialmente afetadas; ruptura ou transbordamento dos diques, como ocorreu em 2024; eventos meteorológicos, como chuvas intensas, granizo e vendavais; outros cenários conforme a Classificação Brasileira de Desastres (COBRADE).
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A inclusão desses cenários, segundo Moreira, visa aprimorar a capacidade de resposta do Município diante de diferentes tipos de desastres, garantindo maior segurança à população. O Placon 2025 também estabelece critérios internos de ajuste contínuo, assegurando que ele esteja sempre alinhado com as necessidades reais da cidade.