Enquanto o agito toma conta da beira-mar de Imbé, a apenas cinco quadras dali, na Avenida Santa Rosa, o cenário se transforma. O Braço Morto, um dos principais cartões-postais de Imbé, consolida-se a cada verão como o destino favorito de centenas de pessoas que buscam relaxar sob a sombra das árvores, longe do “repuxo” das ondas.
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Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
O nome curioso carrega história: originalmente uma extensão do Rio Tramandaí, o trecho foi isolado após a construção da Barra do Imbé, tornando-se um lago de águas paradas. Hoje, o local é um santuário de preservação, onde o silêncio é interrompido apenas pelo canto das aves e o movimento suave dos pedalinhos.
Natureza em foco
Caminhar pelo entorno do lago é um exercício de educação ambiental. Placas educativas espalhadas pela área verde detalham a fauna local, composta por espécies como a garça-branca, a galinha-d’água e peixes como o lambari-limão e a tainha.
Embora alguns animais sejam tímidos, os biguás são presença garantida. As aves aquáticas, conhecidas pela habilidade de mergulho, costumam ser vistas em bandos no topo das árvores ou secando as asas ao sol no centro do lago, servindo de companhia para quem caminha pelas margens.
O “respiro” das famílias
Para muitos, o Braço Morto funciona como um camarote natural. A infraestrutura de quiosques oferece opções que vão do tradicional açaí e sorvete ao crepe e picadinho, garantindo o lanche da tarde de quem ocupa as áreas gramadas desde as primeiras horas do dia.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Entre os visitantes estava a pequena Lauren, de apenas três meses, que aproveitava a sombra de uma árvore ao lado da mãe, Pietra Santos, de 29 anos, auxiliar de farmácia. A família fez um bate-volta ao litoral, saindo de Igrejinha pela manhã e retornando no final da tarde para o Vale do Paranhana. Enquanto isso, o pai, o empresário Jonas Reck, de 41 anos, tentava a sorte na pesca.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
“Dizem que dá peixe, mas eu nunca peguei nenhum aqui. Mesmo assim, a gente sempre testa”, relatou Jonas. Para ele, o Braço Morto oferece uma experiência diferente da praia. “Hoje lá no mar tem muito vento. Aqui tem mais sombra, é melhor para o bebê também. A gente aproveita mais.”
Pietra reforça a escolha pelo local. “É uma delícia. Eu não gosto muito de ficar à beira-mar. Aqui encontrei um recanto mais agradável, sem o vento gelado da orla”, destacou.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
A pescaria, aliás, é o passatempo oficial dos frequentadores, mesmo que o peixe nem sempre colabore. O empresário Marco Rosso, morador de Santo Antônio da Patrulha, utiliza o espaço como um refúgio contra o estresse cotidiano.
“Maravilhoso, só que eu queria pegar o peixe ainda, não peguei nenhum”, brinca Marco. “Eu fico em Tramandaí, mas vim aqui para dar uma desestressada na vida, melhorar”.