abc+

CENTRAL DE VERÃO

O refúgio de águas calmas que conquista veranistas fora da orla

A poucos metros da orla de Imbé, lago atrai famílias e pescadores em busca de sombra, silêncio e contato com a natureza

Publicado em: 24/01/2026 às 11h:37 Última atualização: 24/01/2026 às 13h:06
Publicidade

Enquanto o agito toma conta da beira-mar de Imbé, a apenas cinco quadras dali, na Avenida Santa Rosa, o cenário se transforma. O Braço Morto, um dos principais cartões-postais de Imbé, consolida-se a cada verão como o destino favorito de centenas de pessoas que buscam relaxar sob a sombra das árvores, longe do “repuxo” das ondas.

Publicidade

CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP

Isolado do rio após a construção da barra, o lago se transformou em um santuário ecológico e destino para pescadores e turistas | abc+



Isolado do rio após a construção da barra, o lago se transformou em um santuário ecológico e destino para pescadores e turistas

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

O nome curioso carrega história: originalmente uma extensão do Rio Tramandaí, o trecho foi isolado após a construção da Barra do Imbé, tornando-se um lago de águas paradas. Hoje, o local é um santuário de preservação, onde o silêncio é interrompido apenas pelo canto das aves e o movimento suave dos pedalinhos.

Natureza em foco

Caminhar pelo entorno do lago é um exercício de educação ambiental. Placas educativas espalhadas pela área verde detalham a fauna local, composta por espécies como a garça-branca, a galinha-d’água e peixes como o lambari-limão e a tainha.



Embora alguns animais sejam tímidos, os biguás são presença garantida. As aves aquáticas, conhecidas pela habilidade de mergulho, costumam ser vistas em bandos no topo das árvores ou secando as asas ao sol no centro do lago, servindo de companhia para quem caminha pelas margens.

Publicidade

O “respiro” das famílias

Para muitos, o Braço Morto funciona como um camarote natural. A infraestrutura de quiosques oferece opções que vão do tradicional açaí e sorvete ao crepe e picadinho, garantindo o lanche da tarde de quem ocupa as áreas gramadas desde as primeiras horas do dia.

 A pequena Lauren, de apenas três meses, aproveitava a sombra de uma árvore com a mãe, Pietra Santos, de 29 anos, de Igrejinha | abc+



A pequena Lauren, de apenas três meses, aproveitava a sombra de uma árvore com a mãe, Pietra Santos, de 29 anos, de Igrejinha

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

Publicidade

Entre os visitantes estava a pequena Lauren, de apenas três meses, que aproveitava a sombra de uma árvore ao lado da mãe, Pietra Santos, de 29 anos, auxiliar de farmácia. A família fez um bate-volta ao litoral, saindo de Igrejinha pela manhã e retornando no final da tarde para o Vale do Paranhana. Enquanto isso, o pai, o empresário Jonas Reck, de 41 anos, tentava a sorte na pesca.

Laure e a mãe, acompanhavam o pai, empresário Jonas Reck, de 41 anos, se arriscava na pesca | abc+



Laure e a mãe, acompanhavam o pai, empresário Jonas Reck, de 41 anos, se arriscava na pesca

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

“Dizem que dá peixe, mas eu nunca peguei nenhum aqui. Mesmo assim, a gente sempre testa”, relatou Jonas. Para ele, o Braço Morto oferece uma experiência diferente da praia. “Hoje lá no mar tem muito vento. Aqui tem mais sombra, é melhor para o bebê também. A gente aproveita mais.”

Publicidade

Pietra reforça a escolha pelo local. “É uma delícia. Eu não gosto muito de ficar à beira-mar. Aqui encontrei um recanto mais agradável, sem o vento gelado da orla”, destacou.

O empresário Marco Rosso, morador de Santo Antônio da Patrulha, frequentador do local, se arriscava pela primeira vez na pescaria no lagp | abc+



O empresário Marco Rosso, morador de Santo Antônio da Patrulha, frequentador do local, se arriscava pela primeira vez na pescaria no lagp

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

Publicidade

A pescaria, aliás, é o passatempo oficial dos frequentadores, mesmo que o peixe nem sempre colabore. O empresário Marco Rosso, morador de Santo Antônio da Patrulha, utiliza o espaço como um refúgio contra o estresse cotidiano.

“Maravilhoso, só que eu queria pegar o peixe ainda, não peguei nenhum”, brinca Marco. “Eu fico em Tramandaí, mas vim aqui para dar uma desestressada na vida, melhorar”.

Publicidade
O refúgio de águas calmas que conquista veranistas fora da orla
Publicidade