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REIVINDICAÇÃO

Pais de crianças e adolescentes atendidos pelo Cemade fazem abaixo-assinado contra descentralização do Centro

Documento com mais de 500 assinaturas defende que mudança pode prejudicar os atendimentos em Campo Bom

Publicado em: 20/10/2025 às 16h:39 Última atualização: 20/10/2025 às 16h:40
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Um grupo de pais de crianças e adolescentes neuroatípicos atendidos pelo Centro Municipal de Apoio à Diversidade Escolar (Cemade) de Campo Bom está organizando um abaixo-assinado contra a descentralização dos atendimentos dos dois polos.

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O documento, que já contava com mais de 500 assinaturas até as 11h30 desta segunda-feira (20), é desenvolvido pela Associação de Pais e Amigos do Cemade (Apac), composta por 12 membros. De acordo com a presidente da Apac, Queila de Oliveira Carvalho, o grupo considera que tal mudança tende a ser maléfica para o público atendido.

Cemade deve ter atendimentos descentralizados em Campo Bom. Cemade deve ter atendimentos descentralizados em Campo Bom. Queila Camargo mostra o espaço que poderia ser aproveitado | abc+



Cemade deve ter atendimentos descentralizados em Campo Bom. Cemade deve ter atendimentos descentralizados em Campo Bom. Queila Camargo mostra o espaço que poderia ser aproveitado

Foto: Amanda Krohn/GES-Especial

A presidente informa que o abaixo-assinado foi distribuído para mais de 50 pessoas e que o número exato de assinaturas deve ser apresentado na Câmara Municipal de Vereadores de Campo Bom às 18h desta segunda. “Diversas pessoas tiraram cópia e ficaram de me entregar ao longo do dia”, afirma.

Queila explica que o local conta com atendimentos de musicoterapia, psicopedagogia, psicoterapia, fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional nos polos do bairro Bela Vista (Rua Araújo Lima, 220) e Genuíno Sampaio (Rua Emílio Vetter, 520).

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São atendidos 235 crianças e adolescentes neuroatípicas de escolas municipais, estaduais e privadas do município e, segundo consta em uma ata de reunião disponibilizada por Queila à reportagem, há uma lista de espera de 637 atendimentos.

“Não quer dizer que sejam 637 alunos. Muitos alunos precisam de mais de um tipo de atendimento, então podem ser 300 alunos, por exemplo”, reitera a presidente. A descentralização fará com que tais atendimentos sejam distribuídos pelas unidades básicas de saúde e nas escolas da cidade.

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A dona de casa Andressa Santana Kraemer, de 37 anos, é mãe de Thomas, que faz tratamento de fisioterapia e fonoaudiologia no Cemade.

“Há três anos, quando ele entrou no Cemade, ele não falava. Hoje ele fala 90%, e ele caminhava muito na ponta dos pés. Hoje isso raramente acontece. A gente tem uma fila de espera porque falta profissional. Se tivesse mais, seria mais rápido”, conta Andressa.

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“O trabalho deles é essencial, foi uma mudança valiosa na vida dele. E aqui ele já está acostumado com as pessoas, recebe carinho, já tem apego. E é um local adequado porque não tem barulhos e movimento”, acrescenta.

O que diz a prefeitura

Procurada, a prefeitura de Campo Bom reconhece, por meio de sua assessoria, a ata de reunião apresentada à reportagem, mas afirma que são 637 crianças aguardando pelo atendimento. O órgão completa que não há atualizações a respeito de como funcionará o atendimento ou quando a descentralização passará a valer.

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