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RESGATE DA HISTÓRIA

Parte de acervo danificado pela enchente volta à exposição no Museu de São Leopoldo

Espaço segue com campanha de adoção de peças e prepara festa para o próximo dia 25

Publicado em: 07/07/2025 às 09h:00 Última atualização: 07/07/2025 às 09h:01
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As plaquinhas instaladas nas paredes e um quadro colocado junto à escada recordam que o Museu Histórico Visconde de São Leopoldo foi um dos espaços atingidos pela enchente de maio de 2024, no Centro de São Leopoldo. No local, onde é guardada e preservada a história da imigração alemã na cidade, as águas atingiram cerca de dois metros de altura, danificando parte do acervo.

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 Entre os objetos restaurados, o que voltou a ser exposto no acervo mais recentemente foi um gramofone, entregue no começo de junho



Entre os objetos restaurados, o que voltou a ser exposto no acervo mais recentemente foi um gramofone, entregue no começo de junho

Foto: Renata Strapazzon/GES-Especial

Passado mais de um ano da catástrofe, o museu segue em pleno funcionamento, com parte das peças restauradas já reincorporadas à exposição, e na contagem regressiva para a sua tradicional Einwanderungs Fest, no próximo dia 25.

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Para recuperar 28 peças que estavam no andar térreo do museu e que foram atingidas pelas águas, a entidade lançou, em junho do ano passado, uma campanha de adoção do acervo. Até terça-feira (1), 14 itens já haviam sido adotados plenamente e restaurados, totalizando mais de R$25 mil arrecadados para o conserto das peças.

Outros três haviam sido adotados parcialmente e 11 aguardavam adoção. A campanha segue aberta. Interessados em ajudar no custeio do restauro de itens de raridade, sejam pessoas físicas, empresas ou instituições, podem contribuir com a doação de R$100 por meio de transferências via PIX. A chave é o CNPJ 96.760.418/0001-76.

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“Tem sido uma campanha de sucesso, que mostra como a comunidade se envolve com a história de São Leopoldo. Tivemos ajuda de todos os tipos, de patrocinadores, de voluntários. Foram mais de 500 horas de voluntariado. Cada peça do acervo hoje tem uma memória diferente após a enchente”, comenta a diretora de relações institucionais do Museu de São Leopoldo, Ingrid Marxen.

Entre os objetos restaurados, o que voltou a ser exposto no acervo mais recentemente foi um gramofone, entregue no começo de junho. Responsável pelo restauro de 10 peças até agora, César Roberto Führ, 51, conta que o conserto do gramofone levou aproximadamente três meses.

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“Ele foi totalmente restaurado desde a parte da madeira estrutural, que estava comprometida e faltando peças, até o mecanismo que faz o gramofone tocar e que estava com uma engrenagem quebrada e também foi recuperada deixando assim o gramofone funcionando como novo”, explica. No atelier, que fica no bairro Birckenthal, em Morro Reuter, Führ trabalha com a esposa, Fabiane Schuh, 48. Ele destaca os principais desafios do casal no restauro das peças atingidas pela enchente.

“A maior dificuldade é identificar cada peça, sendo que muitos desses objetos vieram dentro de caixas, totalmente desmontados ou destruídos. Assim dificulta bastante a identificação de como era a peça antes da enchente, mas com muita paciência e pesquisa nós estamos conseguindo recuperar todos eles”, conta.

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Para ele, trabalhar no restauro dos objetos do museu é sinônimo de gratidão. “Gratidão por poder participar desse projeto de recuperar parte tão importante da nossa história. Eu e minha esposa nos sentimos muito felizes em poder ajudar a preservar essas peças da história da imigração alemã para as futuras gerações”, diz.

Festa da imigração no dia 25

No próximo dia 25, data em que se celebram os 201 anos da imigração alemã no Brasil, o Museu realiza a sua tradicional Einwanderungs Fest. A festa, com entrada gratuita, ocorre das 10h30 às 19h30, no pátio do Museu, na Avenida Dom João Becker, 491, Centro.

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Entre as atrações, estão previstas feira de gastronomia típica, jogos germânicos e apresentação do grupo de dança folclórica germânica, entre outras. “Esperamos que o tempo esteja bom para repetirmos o sucesso da festa do ano passado, que marcou a reabertura do museu após a enchente e em que contabilizamos três mil pessoas que entraram no museu, fora aquelas que ficaram só no pátio”, comenta Ingrid.

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