Um jovem de 17 anos, que estava cerca de sete meses no Lar Padilha, em Taquara, retornou à cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, no último dia 16, e reencontrou a família. A viagem foi viabilizada pela Prefeitura de um município do Vale do Caí, onde o garoto havia residido em busca de oportunidades de estudo e profissão.

Foto: Arquivo pessoal
Segundo o diretor do Lar Padilha, Fernandes Vieira dos Santos, o jovem veio para ficar na casa de familiares com a finalidade de ter melhores condições de vida, mas devido a desentendimentos, acabou chegando ao abrigo.
Desde a entrada do adolescente na instituição, havia o despacho do juiz para que o garoto fosse entregue à mãe, assim que ela chegasse no Rio Grande do Sul, informa Vieira dos Santos. “A mãe disse que viria na semana seguinte buscá-lo. Passaram-se dias, semanas, meses e a mãe sem condições financeiras de vir buscar”, conta.
Quando a entidade percebeu que a mãe do adolescente demoraria para conseguir a viagem, fizeram uma proposta para o município. “Nós levaríamos ele e a Prefeitura ressarciria a instituição pelo custo do deslocamento”, diz.
A identidade do jovem e da família é preservada, como determina o artigo 17 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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Viagem de volta durou dez dias
Durante a estadia no Lar Padilha, o jovem retornou à escola e, de acordo com Vieira dos Santos, fazia regularmente videochamada com a mãe, buscando amenizar a saudade. “Um jovem muito tranquilo e muito querido”, caracteriza o diretor da instituição sobre o menor.
O processo para viabilizar a viagem durou cerca de dez dias e, no dia 16 de julho, o jovem voltou a pisar em solo nordestino, quando desembarcou no Aeroporto de Natal após uma viagem de sete horas com o diretor do lar. “Foi uma viagem cheia de emoção, desde que ele viu que estava voltando para a sua família, e durante o período todo ele repetia agradecimentos a instituição”, conta Vieira dos Santos.
O diretor ainda salienta que a mãe do adolescente também expressou gratidão e o reencontro foi de uma emoção verdadeira. “Realmente era uma saudade pura e nos alegrou muito poder estar presente nesse momento de reencontro”, destaca.
Conheça a instituição
Localizado no Vale do Paranhana, o Lar Padilha tem 47 anos e mais de quatro mil pessoas já passaram pela instituição. Atualmente abriga 85 crianças e adolescentes oriundos de 29 cidades da região dos Vales dos Sinos, Paranhana, Caí, serra e litoral.
A equipe da entidade é composta por 65 pessoas e o objetivo principal é promover o retorno à família. “A nossa principal missão é acolher e proteger”, sustenta Fernandes Vieira dos Santos.
Conforme o diretor, o que move a entidade é a missão institucional da mantenedora, a Associação Beneficente Evangélica da Floresta Imperial (Abefi), que é transformar vidas. “Cuidar do próximo, sem se preocupar com nada em troca, simplesmente o fato de servir as pessoas que mais precisam neste momento”, afirma.