Nem a chuva intimidou cerca de 300 produtores rurais que participaram de um protesto organizado pela Associação de Produtores e Empresários Rurais (Aper) na manhã desta segunda-feira (9), em Não-Me-Toque, onde ocorre a Expodireto Cotrijal. Os manifestantes simularam um cortejo fúnebre, inclusive com cruzes e um caixão com a bandeira do Rio Grande do Sul sobre ele.

Foto: Camila Cunha/CP

Foto: Divulgação/APER
Segundo a Rádio Tapejara, a principal reivindicação dos manifestantes era a securitização das dívidas rurais acumuladas entre 2021 e 2025 para ampliar o prazo de pagamento dos financiamentos.
A Expodireto Cotrijal é uma feira do agronegócio. A abertura oficial ocorreu na manhã desta segunda-feira e as atividades seguem até sexta-feira (13).
O vice-governador do RS, Gabriel Souza (MDB), esteve presente na solenidade e falou sobre as perdas enfrentadas no campo. Ele ressaltou que o momento exige medidas para garantir financiamento às próximas lavouras e enfrentar o endividamento dos produtores, agravado pelo cenário de juros elevados. “Quando o Rio Grande do Sul vai mal, o Brasil também sente. O produtor gaúcho tem enfrentado uma recorrência de eventos meteorológicos que exige um tratamento específico para a nossa realidade, que é bem diferente da realidade dos outros Estados”, afirmou Souza.
Uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), está prevista para esta semana, com a participação do governador Eduardo Leite (PSD) e de lideranças do setor produtivo. O objetivo é abordar o projeto de lei 5.122/2023, que trata do prolongamento da dívida dos agricultores por meio da securitização. A proposta prevê o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal na criação de uma linha especial de financiamento destinada a produtores rurais afetados por eventos meteorológicos.