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CONHECIMENTO

Projeto de Campo Bom debate mudanças climáticas e prevenção de desastres com moradores afetados pela enchente

Ambientalista Arno Kayser é convidado da palestra que ocorre na quarta-feira (28)

Publicado em: 21/01/2026 às 06h:15 Última atualização: 20/01/2026 às 20h:20
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A Associação Comunitária Operária, Floresta e Esperança (Acofe), de Campo Bom, promove na próxima quarta-feira (28), uma palestra aberta à comunidade sobre emergências climáticas e meio ambiente. O momento conta com a presença do ambientalista Arno Kayser, referência na defesa ambiental no Rio Grande do Sul. A atividade tem início às 19 horas e ocorre de forma gratuita na sede da associação, localizada na Rua Cipreste, 215, Vila Operária.

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Voltado às comunidades dos bairros Operária, Floresta e Esperança, fortemente impactadas pelas enchentes de 2024, o projeto “Acofe e comunidade pensando as emergências climáticas e suas consequências” busca ampliar a conscientização da população sobre os efeitos das mudanças climáticas e fortalecer o acesso à informação técnica e social como forma de prevenção e enfrentamento de novos desastres.

Ciclo de palestras começou em dezembro do ano passado | abc+



Ciclo de palestras começou em dezembro do ano passado

Foto: Luiza Helena Peters/Especial

Contando com um cronograma de atividades que teve início em dezembro e estende-se até junho deste ano, a associação conta com palestras e oficinas que abordam os assuntos norteadores do projeto. A palestra de janeiro terá como foco a preservação ambiental, a importância dos banhados e a relação entre o território e os eventos climáticos extremos, temas centrais para a realidade vivida pela comunidade local.

Além da palestra com Arno Kayser, o encontro contará com uma oficina conduzida pelo advogado Tiago Souza da Silva, que abordará os direitos dos trabalhadores diante das emergências climáticas e das dificuldades enfrentadas em situações de calamidade.

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Delisia e Milton divulgaram iniciativa na sede do Grupo Sinos | abc+



Delisia e Milton divulgaram iniciativa na sede do Grupo Sinos

Foto: Luiza Helena Peters/especial

Entenda o alcance do projeto

O projeto nasceu do olhar de Delisia Veloy, consultora com experiência em projetos sociais e gestão, sobre a necessidade de ações voltadas para o fortalecimento da comunidade local diante das adversidades climáticas. A partir da ideia primária, Delisia buscou a Acofe para execução do projeto, garantindo um enfoque aos bairros Operária, Floresta e Esperança, englobados pela associação e vítimas das enchentes.

“A comunidade precisa entender o que está acontecendo onde mora. Por que os bueiros enchem, por que a água não escoa, qual a importância dos banhados e das pontes da cidade. Com informação, as pessoas conseguem questionar e se posicionar”, afirma Delisia.

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Além do olhar ambiental, o projeto também aborda ações de prevenção e resposta diante de emergências climáticas, especialmente relacionadas à vida dos trabalhadores. “A pessoa acorda, a casa está inundada e ela não sabe se vai trabalhar, se cuida dos filhos, o que faz. Isso dá um baque muito grande. Essa realidade precisa ser discutida e olhada com mais atenção”, destaca a coordenadora do projeto.

Já a Acofe, entidade fundada em 1981, atua historicamente na luta por saneamento básico, moradia e direitos trabalhistas. Para o presidente da associação, Milton da Silva Ramos, o projeto amplia a atuação da entidade ao conectar a realidade local a debates nacionais sobre clima e justiça social. “A gente sempre lutou por condições básicas de vida. Agora, com esse projeto, conseguimos trazer um debate maior”, comenta.

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O projeto foi contemplado pelo Labora – Fundo de Apoio ao Trabalho Digno, iniciativa do Fundo Brasil de Direitos Humanos, ficando entre os 20 selecionados em todo o país. Como parte desse processo, representantes da associação participaram de um seminário nacional em Recife, onde experiências locais contribuíram para a construção de propostas levadas à COP30. “Foi muito importante sair daqui, ver outras realidades e trazer esse conhecimento de volta para a comunidade”, reforça Milton.

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