Uma viagem a mais de 20 países sem sair de São Leopoldo. Assim é o Projeto Folclore, iniciativa realizada há mais de 20 anos pela Escola Estadual Emílio Sander, no bairro Arroio da Manteiga e que abrange estudantes do ensino fundamental, médio e EJA. Neste ano, o projeto teve início no dia 7 de julho, com o sorteio dos países entre as turmas participantes.

Foto: Renata Strapazzon/GES-Especial
Em duas semanas, os alunos se engajaram em diferentes atividades multidisciplinares, numa verdadeira imersão cultural, que resultou no conhecimento sobre roupas, bandeiras, animais nativos, comidas e artesanatos típicos e aspectos religiosos de cada localidade estudada. O resultado dos trabalhos foi apresentado nesta terça-feira (22) aos jurados. Os três melhores avaliados em cada categoria, ensino fundamental, médio e EJA, receberão medalhas e um lanche especial. A divulgação dos vencedores ocorrerá nesta quarta-feira (23).
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“Além das bancas, eles se envolveram em uma série de atividades como show de talentos, teatro, quiz sobre os países, tiveram que produzir folderes com informações sobre cada país em português, espanhol e inglês, confeccionaram as roupas, as comidas típicas, as réplicas dos monumentos. É um aprendizado para eles e que nos impressiona cada vez mais a criatividade dos nossos estudantes em produzir além do que a gente pede. A gente descobre talentos”, comenta a vice-diretora Simone Ferreira.
Aluna do segundo ano do Ensino Médio Yasmim da Silva Piovesan, 16, está há nove anos na escola Emílio Sander. Neste período, somente em um ano o projeto deixou de ser realizado, por conta da pandemia, em 2020. “É um projeto legal, que faz a turma se conhecer melhor, aprender sobre países e culturas”, diz.
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Neste ano, a turma de Yasmim foi sorteada para representar a China e comemorou. “Meu pai foi a trabalho para a China no ano 2000, por isso temos hoje aqui vários objetos trazidos diretamente de lá”, conta Nícolas Souza Borba, 16. Na banca deles, a decoração caprichada e a culinária chamavam a atenção. Segundo a dupla, os pratos típicos escolhidos para serem servidos aos jurados e visitantes foram pato, carne de porco, frutas cristalizadas e um bolo, feito com mel, doce de leite e maisena. A culinária e a arte foram os pontos fortes da banca sobre o Canadá.

Foto: Renata Strapazzon/GES-Especial
Estreantes no projeto, Débora Dias Kotowski, 16, e José Henrique Costa do Nascimento, 15, que entraram na escola este ano, aprovaram a iniciativa. “Gosto de eventos assim, gosto de me apresentar, de interagir com as pessoas, falar sobre culturas”, conta Débora, que produziu parte das comidas, desenhos e uma maquete para a banca. Já José Henrique ficou responsável pelo pão típico canadense. “Eu gosto de cozinhar e o que mais me chamou a atenção foi que este pão precisa ser primeiro cozido para depois ser assado”, conta.
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Na banca sobre a República Tcheca, um dos destaques foi o animal típico, o leão da Boêmia, encenado pela aluna Nathaly Yasmim Portes Cortinasi, 17. Para dar conta da caracterização até o começo da aula, Nathaly acordou às 5 horas para fazer ela mesma a maquiagem. “Já estou há três anos na escola. Organizar o festival é cansativo, dá algumas discussões, mas também é muito legal poder trabalhar em equipe, se enturmar e ver as formas de expressão artística de cada um”, opina.