Com menos de um mês faltando para o verão, quem gosta de ir à praia já está na contagem regressiva para a temporada 2025-2026. Com isso, especialistas alertam: quem deixar as reservas de quartos e aluguéis de imóveis para a última hora, pode ficar sem opções.

Foto: Maxwell Bernardes/Sesc
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De acordo com a presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (SHRBS) Litoral Norte, Ivone Ferraz, dos 22 mil leitos presentes em hotéis na região, até esta segunda-feira (24), 72% já estavam locados para o período entre 25 de dezembro a 31 de janeiro.
“O nosso conselho é que as pessoas reservem com antecedência. Parte do público acaba deixando para a última hora e acaba negociando com locais que não são muito confiáveis”, orienta a presidente.
“Este ano foi bem atípico e já em agosto tinham pessoas reservando para o réveillon, normalmente os gaúchos deixam para a última hora. Mas o ideal é que se comece a reservar no início de setembro”, completa.
Para quem prefere alugar uma casa de praia, a situação não é muito diferente. O presidente da Associação das Imobiliárias e Corretores de Imóveis de Tramandaí e Imbé (Aiciti), Thiago Kury, informa que, de cerca de 800 unidades, até esta terça-feira (25), 90% já estavam locadas para o período entre 20 de dezembro e o início de janeiro.
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“A gente percebe que nos últimos cinco anos houve uma mudança de comportamento no público e há aluguéis durante o ano inteiro, mas a locação por temporada é dividida em dois períodos”, explica.
“O primeiro é de 20 de dezembro até o início de janeiro. Já o segundo é entre 10 de janeiro e 10 de fevereiro, em torno de quatro semanas, quando as pessoas ficam mais tempo”, continua, acrescentando que para este segundo momento o percentual de locação era de 50% até esta terça.
O presidente da Associação dos Corretores de Capão da Canoa (Acica), Jonas Inácio, afirma que, na cidade, o mais comum é que a procura seja por compra, porém, as locações também não ficam para trás.
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“Conforme o que levantamos com seis imobiliárias, mais ou menos 500 mil pessoas já fizeram suas reservas [até esta terça-feira], e destes, as que são em hoteis não chegam a 15%”, diz. “A gente recomenda sempre que as pessoas se antecipem. Ali por junho, julho, agosto, já tem gente procurando”, prossegue.
E os preços?
A reportagem realizou simulações para Imbé, Tramandaí e Capão da Canoa em três plataformas de reservas de hospedagens e aluguéis, levando em conta dois filtros: casais (ou seja, duas pessoas) e famílias compostas por dois adultos e duas crianças (entre cinco anos e dez anos).
As opções marcadas foram com flexibilidade e cinco a sete dias para dezembro ou janeiro. Mesmo com o filtro por idades e número de hóspedes, foi possível observar que os preços aumentavam conforme a qualidade das instalações, número de quartos, proximidade do mar e outros benefícios, como Wi-Fi ou serviços de streaming e TV a cabo.
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Nos três municípios, os preços variaram entre R$ 1 mil e R$ 3 mil reais, sendo possível atingir faixas entre R$ 5 mil e R$ 7 mil para opções mais sofisticadas, por exemplo, em imóveis decorados, com piscina e outros atributos.
Em casos de opções mais simples, com casas mais modestas e com poucos cômodos, foi possível encontrar preços que variavam entre R$ 500 e R$ 900.
Não caia em golpes
Jonas Inácio, da Acica, orienta ainda que, por questões de segurança, o mais recomendado é que a população faça seus alugueis e reservas por meio das imobiliárias e hotéis locais e evitem, principalmente, a busca por meio de redes sociais.
“Muitos golpistas usam as redes sociais e cobram um sinal [valor de entrada] ou todo o pagamento antecipado para a viagem, mas quando o veranista faz a viagem, chega no endereço onde teria feito a reserva e descobre que não tem nada”, alerta.