São Leopoldo e Sapucaia do Sul seguem engajadas na arrecadação de roupas e calçados em suas campanhas do agasalho. Em Esteio, a mobilização, que havia iniciado no dia 7 de maio encerrou em 31 de julho, arrecadando 15 mil peças. Deste total, mais de 10 mil peças foram arrecadadas nos 15 pontos de coleta distribuídos em diferentes bairros do município e outras 2 mil nos três drive-thrus de arrecadação realizados na Rua Coberta nos dias 10 e 24 de maio e 14 de junho.

Foto: Pedro H. Tesch/Prefeitura de São Leopoldo
Além disso, outras 3 mil peças foram recebidas da Defesa Civil do Estado. Na cidade, as roupas foram repassadas à comunidade na loja Social Física, localizada no bairro São Sebastião e nas chamadas lojas móveis, que percorreram os bairros. Durante a campanha, foram realizadas 9 lojas móveis, onde foram doadas 25 mil peças para mais de 1.470 famílias.
CLIQUE AQUI PARA FAZER PARTE DA COMUNIDADE DO JORNAL VS NO WHATSAPP
“A campanha deste ano atendeu às nossas expectativas. A participação da comunidade foi expressiva e a proposta de adição de duas lojas móveis, no bairro Tamandaré e no bairro Novo Esteio, se mostrou um acerto, aproximando as doações de quem mais precisava. Foi gratificante perceber que, além de arrecadar, conseguimos distribuir de forma ágil e organizada, garantindo que as peças chegassem no momento certo e com respeito às famílias”, comenta o diretor de Cidadania e Direitos Humanos, Guilherme Artioli.
Em São Leopoldo, a campanha, lançada no dia 19 de maio, e que tem como tema “Desapegar é Incluir”, segue até o final de agosto. Até a última semana haviam sido arrecadadas mais de 120 mil peças de roupas durante a mobilização. As doações feitas nos postos de coleta distribuídos na Prefeitura, secretarias municipais, Câmara de Vereadores e empresas parceiras, são levadas ao Banco do Agasalho, localizado na sala 14 do Ginásio Municipal Celso Morbach, de onde são repassadas à comunidade. Segundo a coordenadora do banco, Francine Lucchese, foram distribuídas 56 mil peças e 604 cobertas, atendendo mais de 11 mil pessoas.
LEIA TAMBÉM: Soldados feridos em acidente na BR-116 são transferidos ao Hospital do Exército em Porto Alegre
Conforme Francine, o volume de material de descarte – roupas sem as mínimas condições de uso – entre as doações, que no início da campanha chegava a 40%, diminuiu. “Hoje está entre 10 e 15 %”, diz. Para ela, a avaliação da campanha até o momento tem sido positiva, sobretudo após as perdas enfrentadas pelo banco durante a enchente do ano passado. “Esta campanha foi muito importante porque no ano passado perdemos todo o nosso estoque. Não tínhamos estoque de inverno para atender o público. A campanha veio para nos ajudar a nos reconstruirmos”, conta.
Conforme Francine, as maiores necessidades do banco atualmente, são roupas de frio masculinas e juvenis. “Vem muito item de verão e roupas femininas”, diz. O Banco Municipal do Agasalho de São Leopoldo funciona de segunda a sexta-feira, das 8h ao meio-dia e das 13h às 17 horas. Para solicitar a doação, é preciso apresentar nome e CPF. No caso de solicitação de roupas para a família, os itens são entregues a todos os membros que possuem Cadastro Único (CadÚnico).
VIU ESTA?: São Leopoldo é contemplado na segunda fase do programa estadual Desassorear RS
Em Sapucaia do Sul, a campanha do agasalho foi lançada no dia 26 de maio. Com o lema “Nada aquece mais do que a solidariedade”, a iniciativa é coordenada pelo Gabinete da Primeira-dama e pela Secretaria de Proteção e Desenvolvimento Social, e conta com mais de 30 pontos de arrecadação espalhados pela cidade. De acordo com o secretário de Proteção e Desenvolvimento Social, Evandro Salermo, a campanha na cidade segue sem data definida para acabar, e as arrecadações continuam acontecendo em quatro pontos estratégicos: Banco do Agasalho, Prefeitura Municipal, Centro Administrativo Primavera e Praça da Juventude.
Conforme Salermo, até a semana passada, haviam sido arrecadadas 23.807 peças, entre roupas infantis, masculinas, femininas, calçados e itens íntimos.
“Esse número reflete não apenas a força da solidariedade, mas também o compromisso coletivo em aquecer quem mais precisa. Essa conquista só foi possível graças ao engajamento de mais de 30 parceiros, entre comércios locais, escolas e secretarias municipais, que abraçaram a causa e continuam fortalecendo essa corrente do bem”, destaca o secretário. “No momento, pedimos que as doações sejam prioritariamente de roupas de inverno em boas condições de uso, como casacos, blusões, meias, toucas, calçados fechados e cobertores”, completa.