A Secretaria Municipal da Saúde (Semsad) de São Leopoldo inicia nesta segunda-feira (1º) mais um Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti, o LIRAa, que possibilita o diagnóstico dos locais mais propensos para a proliferação do mosquito na cidade. As equipes percorrerão primeiramente o bairro Feitoria.

Foto: RomeFinato/Prefeitura de São Leopoldo
Os agentes de combate às endemias, quando autorizados pelos moradores, entram nos pátios e observam recipientes, piscinas e potes com água limpa e informam sobre cuidados e sintomas da dengue. Todos os profissionais envolvidos estão identificados com crachás e coletes verdes.
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O último LIRAa, realizado em maio de 2025, apontou risco médio para a dengue. Segundo o painel da Secretaria Estadual da Saúde (SES), até sexta-feira (29), São Leopoldo contabilizava 87 casos confirmados e outros 66 em investigação neste ano.
De acordo com a secretária da Saúde Kelbe Gonçalves, a colaboração da comunidade é peça fundamental na prevenção à doença.
“Pedimos que os moradores recebam nossos servidores, que estão identificados. Eles fornecem informações valiosas sobre os cuidados que devemos ter dentro de casa, nos pátios, com plantas piscinas. A temperatura, aos poucos, volta a subir, propiciando a reprodução do Aedes. Diante disso, não podemos baixar a guarda”, alerta.
Sobre o LIRAa
O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) ocorre durante duas semanas, dependendo da ocorrência de chuvas. A meta é alcançar todos os bairros de São Leopoldo. Trata-se de uma metodologia recomendada pelo Ministério da Saúde para a determinação do Índice de Infestação Predial (IIP) do mosquito Aedes aegypti, de maneira rápida, auxiliando no direcionamento das ações de controle e na avaliação das atividades desenvolvidas.
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No LIRAa, 17 agentes percorrem aproximadamente 600 quarteirões, realizando em média 3,5 mil visitas no período de duas semanas. Para dinamizar o trabalho, os servidores se dividem em duplas que ficam responsáveis por um quarteirão.
Os bairros são agrupados em sete estratos, dos quais são sorteados os quarteirões que serão visitados pelos agentes. São inspecionados 20% dos imóveis de cada quarteirão sorteado para a coleta de formas imaturas do mosquito, larvas ou pupas.