A Festa do Colono – De volta às origens, em Lomba Grande, movimentou a Comunidade Evangélica e se tornou um ponto de encontro de valorização ao colono. O evento deste domingo (3) atraiu visitantes e moradores que aproveitaram a programação. Mesmo com a chuva que provocou o cancelamento do desfile, a festa fica marcada como o momento de compartilhar histórias de reconhecimento a quem garante o fornecimento de alimento na mesa.
O Colonito, mascote da festa, chamou atenção. Muitas pessoas se aproximaram para tirar fotos com o personagem, incluindo uma mãe que fotografou seus filhos gêmeos Arthur e Otávio Machado, 8 anos.
A auxiliar de escritório, Katiane Soares, 38, destacou a importância do contato com a vida no campo. Apesar dela e seu marido trabalharem fora, eles têm junta de boi, cavalo e também plantam itens como bergamota, laranja, aipim, batata doce e até melancia.
“A festa é importante porque se não tem colono, agricultor, não tem verduras, não tem frutas, né?” exemplifica Katiane, que conta com a participação dos gêmeos nas ‘coisas da terra’.
Compartilhando histórias
Quem também compartilhou suas histórias e experiências relacionadas à vida no campo foi a moradora de Porto das Tranqueiras, em Lomba Grande. A aposentada Elisabeta Scharlau, 72 anos, não se inibiu em dançar ao ritmo da bandinha que tocava na Festa do Colono.
“Vim para me divertir”, sublinhou a idosa entre um passo e outro. Toda animada, ela guarda lembranças da época que levantava cedo para plantar seguindo a trajetória de seus pais. “A gente plantava, carregava sacos pesados de pepino”, explica a idosa que agora dedica-se ao plantio de temperos verdes para seu consumo.
O espaço Instagramável do evento, decorado com produtos que brotaram na terra e alimentam muitas famílias, também foi destaque. No local, o Colonito posou para fotos da comerciante Daniela Albert, 35, e de Karen Luiza Margreiter, 18, que carregavam no colo as sobrinhas Isabela e Marina Winck, 5 e 3 anos, respectivamente. “A festa do colono é tradição. É gratificante comemorar uma data onde as pessoas se dedicam a um trabalho tão grandioso”, diz Daniela, que conhece de perto o envolvimento de gerações de seu marido com a vida no campo.
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