Três Coroas, no Vale do Paranhana, foi uma das cidades mais afetadas da região nas enchentes de maio de 2024. Com o objetivo de buscar garantir o preparo para o enfrentamento a desastres climáticos, o município promoveu nesta quinta-feira (11) a primeira edição do Fórum Municipal de Meio Ambiente e Resiliência Climática.

Foto: Ruan Nascimento/Especial
Reunindo cerca de 140 pessoas, o encontro reuniu uma série de debates com especialistas, representantes de instituições do município e comunidade, para debater temas como o desenvolvimento sustentável e adaptação às mudanças do clima. O fórum foi promovido pela Prefeitura, através da Secretaria de Planejamento, Habitação e Meio Ambiente.
Entre os aspectos apresentados no evento, um deles está na tecnologia LiDAR, que mede distâncias em alta precisão. Após as enchentes de dois anos atrás, Três Coroas investiu nesta tecnologia, para fazer um georreferenciamento de toda a sua área territorial. “É algo que faz com que a gente consiga prever, dentro de uma quantidade de chuvas que vai acontecer, se essa quantidade de chuva vai chegar a sair do leito do rio, vai impactar de alguma forma a comunidade e, aí, dar os alertas que precisa para a comunidade se proteger”, explica a secretária Grasiela Huff.
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Ela lembra que eventos como este são de grande importância, principalmente para que toda a comunidade se mobilize em prol dos cuidados com o meio ambiente. “O meio ambiente não é apenas eu, ou outras pessoas. É cada um de nós. E a ideia de trazer os projetos comunitários para este encontro, é para destacar iniciativas do município, e a gente vem apresentar os resultados do que já tem sido feito”, completou.
Mapeamento total de riscos
Uma das palestras foi realizada pelo engenheiro cartógrafo Carlos Almeida, que contribuiu com a medição de riscos no território de Três Coroas. Em sua fala, ele abordou que agora, o município tem mais precisão em saber quais são as áreas que estão mais propensas a ter deslizamento. Ele contou que a tecnologia permite não apenas prever novas cheias de rios, mas também de antecipar deslizamentos de terra como o que ocorreu em 2024 no bairro Vila Dreher. “Nós sabemos com precisão onde que estão os principais problemas de engenharia mesmo, de geologia, de biologia e meio ambiente”, aponta.
Preservação das margens do Rio Paranhana
Também esteve presente o Projeto Reflora Paranhana, iniciativa que surgiu após as enchentes de dois anos atrás, com o objetivo de buscar soluções baseadas na natureza sobre como evitar novas cheias do Rio Paranhana no município. O coordenador da iniciativa, Andrei Klohs, lembra que o plantio de árvores é uma iniciativa de grande valor para proteger o rio e o que está em seu entorno.
“A revegetação das margens é muito importante para aumentar a permeabilidade próxima, para evitar ocupações. Então o Reflora está justamente recuperando essas áreas de mata ciliar para evitar novos fenômenos assim”, conta. Ele completa que, entre as ações, o grupo já conseguiu fazer o plantio de mais de 1,8 mil árvores nas margens do Paranhana, recolhendo mais de 10 toneladas de resíduos.